Pesquisa aponta que brasileiros são mais resistentes a tomar vacinas contra Covid-19 da China e da Rússia

Pesquisa elaborada pela CPS/UnB aponta que 16,4% dos brasileiros rejeitam a possibilidade de serem imunizados contra a Covid-19 com uma vacina produzida pela China. Se a vacina for russa, a rejeição é de 14,1%. O maior índice de rejeição está junto aos apoiadores de Jair Bolsonaro

(Foto: REUTERS/Kim Hong-Ji)
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247 - Um estudo elaborado pelo Centro de Pesquisa em Comunicação Política e Saúde Pública da Universidade de Brasília (CPS/UnB) aponta que os brasileiros são mais resistentes a tomarem uma vacina contra a Covid-19 caso o medicamento seja produzido pela China ou pela Rússia.

De acordo com reportagem do jornal O Globo, a pesquisa aponta que a associação do imunizante com a China reduz em 16,4% a intenção de vacinação. No caso da Rússia, a queda é de 14,1%. Caso não haja indicação de origem, 78,1% dos entrevistados afirmaram ter muita ou alguma chance de  se vacinar contra o coronavírus. 

O índice de rejeição cai para 7,9% caso a vacina tenha origem nos Estados Unidos e para 7,4% se ela for produzida pela Universidade de Oxford, do Reino Unido. 

Conforme a pesquisa, a polarização política também influencia a posição dos brasileiros em torno de vacinação. Apenas 27% dos apoiadores do governo Jair Bolsonaro afirmam ter muita chance de se vacinarem com um imunizante produzido pela China. Este índice, porém, vai a 54% entre os que não apoiam o governo. 

Os pesquisadores realizaram 2.771 entrevistas entre os dias 23 de setembro e 2 de outubro. O levantament0 também contou com participação pesquisadores das universidades Federais de Goiás e do Paraná, e da Western University, no Canadá. 

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