Juristas e senadores avaliam abrir oficialmente investigação contra Bolsonaro pelo genocídio

Um grupo de juristas estuda, a pedido da CPI da Covid, os crimes que podem ser imputados a Jair Bolsonaro e a outras autoridades por ações e omissões no combate à pandemia

(Foto: Midia Ninja e Agência Senado)
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247 - O grupo majoritário da CPI da Covid no Senado quer avançar nos próximos dias em decisões relevantes como a inclusão de Jair Bolsonaro no rol de investigados. Um grupo de juristas estuda, a pedido da Comissão Parlamentar de Inquérito, os crimes que podem ser imputados a ele e a outras autoridades por ações e omissões no combate à pandemia.

Membros da CPI voltam a debater o tema nesta segunda-feira (21), de acordo com o jornal O Estado de S.Paulo. "Se pudermos investigar, se a competência nos permitir, vamos investigar, sim", disse o relator da CPI da Covid, Renan Calheiros (MDB-AL).

O senador anunciou, na sexta-feira (18), que 14 pessoas passaram da condição de testemunhas para investigadas, entre elas o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, o ex-titular da pasta Eduardo Pazuello e o ex-secretário de Comunicação da presidência da República Fabio Wajngarten.

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Também na sexta, Renan bateu duro em Bolsonaro, que defendeu a imunidade de rebanho em uma live na quinta-feira (17). "Essa irresponsabilidade não pode continuar. É uma reiteração do crime", acrescentou o emedebista na sessão da CPI.

Na sexta-feira anterior, dia 11 deste mês, Calheiros comparou Bolsonaro com Jim Jones, um religioso que levou 918 fiéis de sua seita ao suicídio coletivo em 1978, na Guiana. "A diferença para o americano é que ele induziu ao suicídio e a pessoa que está na Presidência, ele induz a esse morticínio e isso não pode acontecer", afirmou. 

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