Alceu Valença: o neoliberalismo já nasceu velho

Alceu Valença é entrevistado pela coluna de Mônica Bergamo no jornal Folha de S. Paulo e conta histórias desconhecidas e importantes sobre sua vida; diz que nunca falara antes sobre ter sido preso pelo Dops (Departamento [repressivo] de Ordem Política e Social [do regime militar]) porque não queria ser taxado de herói

Alceu Valença: o neoliberalismo já nasceu velho
Alceu Valença: o neoliberalismo já nasceu velho (Foto: Eny Miranda/Divulgação)

247 – Alceu Valença é entrevistado pela coluna de Mônica Bergamo no jornal Folha de S. Paulo e conta histórias desconhecidas e importantes sobre sua vida. Diz que nunca falara antes sobre ter sido preso pelo Dops (Departamento [repressivo] de Ordem Política e Social [do regime militar]) porque não queria ser taxado de herói.

Valença diz nunca ter passado dos 17 anos, embora tenha 72. Ele está em franca atividade, talvez em seu momento mais produtivo e intenso, com 53 shows apresentados em plena crise generalizada do país, política e econômica.

O cantor e compositor relata qe já votou em Brizola, Lula, em Ciro e que iria votar em Eduardo Campos. A morte do filho de Miguel Arraes deixou Alceu tão chocado que ele não votou em ninguém.

Ele diz que o comunismo não vai sobreviver- sic - e que o neoliberalismo já nasceu velho. Pelo discurso que enuncia, Alceu parece se alinhar com a idea do socialismo. Ele elogia o cinturão de proteção social da Europa.

Leia trechos da matéria assinada por Bruna Narcizo:

Alceu Valença já foi preso. Pouca gente sabe, mas ele passou um dia no prédio do Dops (Departamento de Ordem Política e Social) de Recife durante o regime militar. “Primeiro eu quero dizer que não foi nada. A gente ganhou as eleições do diretório da faculdade e prenderam eu e mais umas quatro pessoas”, diz o cantor.

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Alceu diz que previu, por exemplo, a queda do muro de Berlim, ainda na década de 1970, quando corria a Europa com seus primos. “Estava na Alemanha Oriental e fui ao banheiro. E disse: ‘O muro de Berlim vai acabar. Porque a bunda do comunista não aguenta essa lixa’”, diz ele, gargalhando, referindo-se ao papel higiênico que usou na ocasião.  Hoje, sua preocupação é o Brasil. “Eu tenho medo desse país da internet, com essas brigas irracionais. Está faltando diálogo. Essa polarização é boba demais. É muito besta e me deixa muito triste.”

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