Após críticas de Bolsonaro, edital suspende séries LGBT para TVs públicas

O governo Bolsonaro suspendeu o edital que havia selecionado séries sobre "diversidade de gênero" e "sexualidade", a serem exibidas nas TVs públicas. O secretário nacional de Cultura, Henrique Pires, pediu demissão e classificou a medida como "censura"

(Foto: Divulgação)
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247 - O pedido de exoneração do secretário nacional de Cultura, Henrique Pires, foi motivado pela decisão do governo de suspender um edital que havia selecionado séries sobre "diversidade de gênero" e "sexualidade", a serem exibidas nas TVs públicas.

A portaria assinada pelo ministro da Cidadania, Osmar Terra, foi publicada no Diário Oficial da União nesta quarta-feira (21) e informa que o edital ficará suspenso pelo prazo de 180 dias, podendo ser prorrogado por igual período.

A justificativa da decisão, segundo a portaria, é a "necessidade de recompor os membros do Comitê Gestor do Fundo Setorial do Audiovisual — CGFSA". 

No entanto, em pronunciamento feito nas redes, Bolsonaro atacou quatro das produções finalistas do edital: “Afronte”, “Transversais”, “Religare queer” e "Sexo reverso".

A portaria ainda informa que, após a definição da nova composição do grupo, será "determinada a revisão dos critérios e diretrizes para a aplicação dos recursos do FSA, bem como que sejam avaliados os critérios de apresentação de propostas de projeto".

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