Brasil luta pela educação e o trabalho

Maio de 2019 tem sido marcado, no Brasil, por fortes movimentos de contestação social, manifestações e greves que lutam pelos direitos da população, nomeadamente no que diz respeito à educação e ao trabalho.

Brasil luta pela educação e o trabalho
Brasil luta pela educação e o trabalho (Foto: Cultura)

Maio de 2019 tem sido marcado, no Brasil, por fortes movimentos de contestação social, manifestações e greves que lutam pelos direitos da população, nomeadamente no que diz respeito à educação e ao trabalho.
Setores altamente debilitados, pelas caraterísticas económicas de uma crise financeira que se arrasta, a educação e o trabalho são direitos que os brasileiros exigem.
Esta luta do povo brasileiro visa principalmente combater as políticas que têm vindo a atacar os direitos dos trabalhadores, o setor educativo e também a previdência social brasileira, deixando o povo nacional com inúmeras dificuldades.
A realidade difícil deste país tem feito com que o acesso a boas estruturas de educação seja negado a muitos, o que baixa o nível cultural do país e dificulta, posteriormente, um mercado laborar onde possa existir uma verdadeira competitividade.
Mesmo nos novos setores – como os mercados digitais – as empresas que surgem estão maioritariamente condenadas à falência.
A falta de oportunidades, aliadas aos cortes propostos pelo governo de Bolsonaro, levam agora inúmeras pessoas a manifestar-se, resultando numa greve geral que promete paralisar o Brasil.

O cenário da crise no Brasil

Enquanto, em muitos países ao redor do mundo, as lógicas de trabalho se alteram, aproveitando as vantagens de um mundo digital e também as caraterísticas de vida promovidas pelas próprias redes sociais; o Brasil parece ainda longe de conseguir garantir as estruturas mínimas para que o ensino e o mercado de trabalho possam ser efetivamente justos e abrir oportunidades concretas.
Dificuldade de acesso a boas estruturas de ensino, mercados de trabalho atolados, onde os salários são cada vez mais baixos e uma taxa de desemprego assustadora contam a história de um Brasil que agora se revolta.
A idade para a aposentação no Brasil, por exemplo, está estipulada entre os 62 e os 65 anos, numa fase onde o movimento FIRE (sigla para Financial Independence, Retire Early) ganha expressão em vários países. A ideia da reforma adiantada e da independência financeira não são uma das reivindicações dos brasileiros. Ainda assim, esta diferença demonstra bem as razões pelas quais o povo brasileiro se lança, agora, na luta por um país com mais oportunidades.

Os motivos da revolta brasileira

Jair Bolsonaro subiu ao governo e, desde que assumiu a sua posição, o Brasil já assistiu ao congelamento de vários recursos destinados à educação básica e superior. O corte nestes orçamentos, bem como noutros, destinados à providência social brasileira, causaram desconforto nas comunidades académicas e laborais.
Já no dia do trabalhador, vários mercados laborais tinham mostrado o seu descontentamento, com manifestações em vários estados brasileiros.
A perda dos direitos trabalhistas esteve no centro dos protestos, havendo um cenário globalizado de descontentamento entre os trabalhadores brasileiros, cujas horas de trabalho são extensas, as condições nem sempre equilibradas e os rendimentos claramente insuficientes.
Vários setores laborais fizeram greve já no dia 1 de Maio e muitos voltam a fazer greve a 15 de Maio, somando-se, agora, as reivindicações no setor da educação.
Este cenário demonstra bem o descontentamento do povo brasileiro face às novas políticas aplicadas no país.

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