Charge Falada entrevista Elifas Andreato

Artista é autor de 362 capas de discos de vinil nos anos 70, incluindo nomes como Chico Buarque, Elis Regina e Adoniran Barbosa, além de obras de literatura brasileira

(Foto: Divulgação)
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247 - A edição 19 do podcast Charge Falada, apresentado pelos cartunistas Miguel Paiva e Renato Aroeira, foi especial. Afinal, receber um artista como Elifas Andreato é sempre um momento para se festejar. 

O nome do ilustrador está misturado ao da música popular brasileira por ter sido ele o autor de 362 capas de discos de vinil nos anos 70, incluindo nomes como Chico Buarque de Holanda, Elis Regina, Adoniran Barbosa, Paulinho da Viola, Martinho da Vila, Clementina de Jesus, Toquinho e Vinícius de Moraes, e obras de literatura brasileira, como A Legião Estrangeira, de Clarice Lispector.

Em relação ao disco de Adoniran, Elifas narrou no programa um episódio curioso. Acharam que ele não iria entender o desenho que o retratava como um palhaço triste. Adoniran adorou. Disse que no outro, de terno e gravata, ele parecia um alemão.

Seu traço poético tem um profundo sentido social, sendo visto como um ícone da geração que protestava, por meio da arte, contra a ditadura militar.

Elifas conheceu o mundo da propaganda, da música e das artes plásticas como ninguém, mantendo sempre seu posicionamento político coerente. Entre as pessoas que conheceu ele destaca Carlito Maia, publicitário e um dos fundadores do PT.

“Uma das frases mais corretas que conheço é do querido Carlito Maia: ‘Não precisamos de muita coisa, só precisamos uns dos outros’.”

Atualmente, Elifas é diretor editorial do Almanaque Brasil de Cultura Popular e segue produzindo cartazes, gravuras e ilustrações. Com Miguel e Aroeira, contou os bastidores da criação de algumas capas de discos históricas e a relação dos artistas com a sua arte. Por ter sido um dos ícones dos protestos contra a ditadura dos anos 60, 70 e 80, fala de sua esperança de ter o Brasil vivendo plenamente dentro do estado de direito.

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