Contra "obscurantismo", BH se oferece para sediar Bienal do Livro, diz Juca Ferreira

O secretário municipal de Cultura de Belo Horizonte, Juca Ferreira, anunciou a capital mineira se ofereceu para sediar a próxima edição da Bienal do Livro. "Estamos oferecendo Belo Horizonte como espaço alternativo para os escritores e organizadores que chegaram a dizer que não realizariam mais a Bienal no Rio com Crivella prefeito", disse Juca Ferreira, reforçando que "seria um gol de placa nesta postura obscurantista"

Juca Ferreira ao 247: direita quer que o Brasil retroceda à Idade Média
Juca Ferreira ao 247: direita quer que o Brasil retroceda à Idade Média (Foto: Wilson Dias/Agência Brasil)
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247 - Por meio das redes sociais, o secretário municipal de Cultura de Belo Horizonte, Juca Ferreira, anunciou que depois de conversar com o prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PSD), a capital estaria se oferecendo para a sediar a próxima edição da Bienal do Livro. 

"Acabo de conversar com o Prefeito Alexandre Kalil: Belo Horizonte está se oferecendo para sediar a próxima Bienal do Livro. Aqui não se prende livro nem se cultua a ignorância.", disse Juca Ferreira, em referência à ação de censura do prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella (PRB), que tenta recolher livros de temática LGBT.

Em entrevista ao jornal O Tempo, Ferreira afirmou que “há uma postura de retrocesso no Brasil” e que, se a Bienal do Livro passar a ser realizada em BH, “será uma vitória contra o obscurantismo”.

“Nós temos uma posição contrária a essa invasão da Bienal do Rio e estamos nos oferecendo para trazer o evento para cá, enquanto Crivella for prefeito. Estamos oferecendo Belo Horizonte como espaço alternativo para os escritores e organizadores que chegaram a dizer que não realizariam mais a Bienal no Rio com Crivella prefeito. Além disso, cresceria muito o nosso evento e seria um gol de placa nesta postura obscurantista. A cena da polícia invadindo o evento para recolher livros é mais apropriada ao nazismo, ao fascismo ou regimes ditatoriais. Todos os brasileiros e brasileiras devem rejeitar”, alfinetou o secretário de Cultura.

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