Crise brasileira é 'história global', diz Petra Costa

A cineasta Petra Costa afirma que a indicação ao Oscar do documentário Democracia em Vertigem revela que a história que ela retrata não é "só brasileira", mas também "global"

247 - Em entrevista ao “Jornal da CBN – 2ª Edição”, a cineasta Petra Costa julga ser positiva a indicação “num ano em que teve tanto ataque ao cinema nacional” da parte do governo Bolsonaro. Ela diz que recebeu com “grande surpresa” e alegria a indicação ao Oscar do documentário produzido pela Netflix - escreve o jornalista Kennedy Alencar em seu blog. 

"No momento em que o PSDB não aceita o resultado da eleição de 2014, abre-se caminho para uma erosão democrática que acarreta na eleição do Bolsonaro”.

“Concordo que a Dilma errou na economia, principalmente quando ela descumpre a promessa da campanha e implementa um regime de austeridade até mais severo do que o oponente dela [Aécio Neves, do PSDB] prometia fazer. Com isso, ela perde toda a base política dela”, diz a diretora.

Petra avalia que “a Lava Jato, no começo, teve uma política necessária de combater uma corrupção sistêmica que o Brasil tem há décadas, mas foi politizando e fazendo uma judicialização da política que é um dos principais inimigos da democracia hoje”. “Se a gente não pode confiar num dos três braços de uma instituição democrática, de um dos poderes [a democracia se enfraquece]. A democracia é baseada na confiança.”

Na visão da cineasta, ter um juiz como Sergio Moro, estrela da Lava Jato e hoje ministro da Justiça de Bolsonaro, que age ao mesmo tempo como “procurador e depois julga”, o que se provou fato com a Vaza Jato, “erodiu um dos principais pilares da democracia brasileira”, informa o Blog do Kennedy.

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