Edital do BB para cinema pergunta se há cenas de nudez ou sexo explícito

A empresa BB DTVM, subsidiária do Banco do Brasil, abriu edital para seleção de filmes que receberão investimentos da empresa via Lei do Audiovisual. O formulário pergunta: “se serão exibidas cenas de nudez ou de sexo explícito”, se “a obra faz referência a crimes, drogas, prostituição” e se “tem cunho religioso ou político”. As perguntas são novidade no processo seletivo.

Siga o Brasil 247 no Google News Assine a Newsletter 247

247 - A empresa BB DTVM, subsidiária do Banco do Brasil, abriu edital para seleção de filmes que receberão investimentos da empresa via Lei do Audiovisual. O formulário pergunta: “se serão exibidas cenas de nudez ou de sexo explícito”, se “a obra faz referência a crimes, drogas, prostituição” e se “tem cunho religioso ou político”. As perguntas são novidade no processo seletivo. 

A reportagem do jornal Folha de S. Paulo destaca que "todos os editais afirmam que não será selecionada obra que 'incentive o uso de bebidas alcoólicas, cigarro ou outras drogas', 'possua caráter religioso ou promovido por entidade religiosa” e que “tenha cunho político-eleitoral-partidário', mas é a primeira vez em que é preciso responder sobre o conteúdo desta maneira."

A matéria ainda acrescenta que "após a publicação, o Sindicato de Bancários de São Paulo, Osasco e Região se manifestou contra o documento. O BB deveria zelar pela pluralidade de ideias e de temas. Vetar que empresas públicas financiem obras cinematográficas devido ao seu conteúdo é uma clara tentativa de censura', disse João Fukunaga, secretário de assuntos jurídicos do órgão."

O conhecimento liberta. Saiba mais

A você que chegou até aqui, agradecemos muito por valorizar nosso conteúdo. Ao contrário da mídia corporativa, o Brasil 247 e a TV 247 se financiam por meio da sua própria comunidade de leitores e telespectadores. Você pode apoiar a TV 247 e o site Brasil 247 de diversas formas. Veja como em brasil247.com/apoio

Comentários

Os comentários aqui postados expressam a opinião dos seus autores, responsáveis por seu teor, e não do 247