Em memorando interno, Secretaria da Cultura já havia repetido retórica nazista

O desejo de refundar a cultura e a "luta contra o que degenera" o setor cultural estavam presentes em circular enviada em 14 de janeiro

Roberto Alvim
Roberto Alvim (Foto: Reprodução Twitter/RFI)

Da revista Fórum – Não foi apenas no discurso de anúncio do Prêmio Nacional de Cultura que a Secretaria que era chefiada por Roberto Alvim usou termos alinhados com o discurso do ministro da Propaganda de Adolf Hitler, Joseph Goebbels. Em e-mail enviado aos altos funcionários da Cultura no início de 2020, José Paulo Soares Martins – número dois da secretaria e atual secretário interino – falou em “renascimento da cultura” e elevação da nação.

“Há o interesse precípuo em promover o renascimento no cenário cultural e artístico, fortalecidos por princípios e valores da nossa civilização, onde a Pátria, a Família, a determinação e, em especial, a nossa profunda ligação com Deus, norteie o que nos propomos a realizar. Que o nosso trabalho tenha as virtudes da fé, da lealdade, da coragem e da luta contra o que degenera; e que estas virtudes sejam alcançados ao território sagrado das obras de arte. Uma Cultura com obras que configurem toda a importância para a harmonia dos brasileiros com a sua terra e sua natureza, elevando a nação acima de interesses particulares”, diz trecho de e-mail obtido pela jornalista Amanda Audi, do The Intercept Brasil.

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