Ex-imigrante ilegal, Vik Muniz diz que Eduardo Bolsonaro propicia a 'diáspora'

Artista plástico brasileiro Vik Muniz, recinhecido mundialmente, usou seu perfil no Facebook para rebater a declaração feita pelo deputado Eduardo Bolsonaro, de que os brasileiros que vivem ilegalmente no exterior são "uma vergonha"; "O senhor Bolsonaro devia se envergonhar de um contexto político que propicia tal diáspora e não de pessoas honestas tentando sobreviver em países mais justos do que o que nasceram", escreveu

Ex-imigrante ilegal, Vik Muniz diz que Eduardo Bolsonaro propicia a 'diáspora'
Ex-imigrante ilegal, Vik Muniz diz que Eduardo Bolsonaro propicia a 'diáspora' (Foto: Barney Kulok)

247 - O artista plástico brasileiro Vik Muniz, radicado nos Estados Unidos, usou seu perfil no Facebook para rebater a declaração feita pelo deputado Eduardo Bolsonaro no último sábado (16), quando afirmou que os brasileiros que vivem ilegalmente no exterior são "uma vergonha". Para ele, "O senhor Bolsonaro devia se envergonhar de um contexto político que propicia tal diáspora e não de pessoas honestas tentando sobreviver em países mais justos do que o que nasceram", escreveu.

Vik Muniz é atualmente um dos artistas brasileiros mais reconhecidos no mundo. Ele imigrou para os Estados Unidos em 1982. Nos primeiros anos em que viveu no país da América do Norte, ele trabalhou como imigrante ilegal em funções como frentista, garçom e moldureiro. Somente na década de 1990 ele teve sua arte reconhecida.

"Vivi ilegalmente nos Estados Unidos por 6 anos, trabalhando por uma fração do salário mínimo e sendo constantemente chantageado por patrões exploradores. Eu fiz isso para pagar dívidas de família e ajudar meus pais. Hoje sou representado como Americano nos mais importantes museus do mundo, inclusive na embaixada Americana em Brasília", Vik.

Na postagem, Vik, que manteve um posicionamento crítico contra os dois governos da presidente deposta Dilma Rousseff, afirmou que deixou o Brasil "por causa de demagogos baratos como Eduardo Bolsonaro que eu sim, vergonhosamente, fui obrigado a viver longe da minha família para poder ajudá-la".

"O senhor Bolsonaro devia se envergonhar de um contexto político que propicia tal diáspora e não de pessoas honestas tentando sobreviver em países mais justos do que o que nasceram. Pode ter vergonha de mim, Eduardo Bolsonaro. Meu pai que nunca precisou me ajudar não tem. As pessoas vivem no mundo que elas constroem dentro de si mesmas. Eu sinto pena de quem vê o próprio conterrâneo através dessa ótica tacanha e mendicante e se imagina sóbrio o suficiente para imaginar tais asneiras como capital político", escreveu.

 

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