Festival Acessa BH tematiza arte e acessibilidade

Espetáculos e debates protagonizados por artistas com deficiência estão na programação do festival em Belo Horizonte

www.brasil247.com - Escola de Gente | Festival Acessa BH
Escola de Gente | Festival Acessa BH (Foto: @Juliana Rocha | Escola de Gente)


Por Carlos Alberto Mattos - A segunda edição do Festival Acessa BH segue até 31 de outubro online e gratuito, além de presencial em Belo Horizonte. A programação online de espetáculos, rodas de conversa, debates e oficinas fica disponível no canal AcessaBH do Youtube. Todas as atividades podem ser consultadas no site do evento.

O Setembro Verde é uma campanha nacional para conscientizar a população sobre a importância de incluir as pessoas com deficiência. Neste mês tão simbólico, a 2ª edição do Festival Acessa BH coloca em protagonismo as pessoas com deficiência, tanto nos palcos como no centro dos debates, trazendo o assunto da inclusão e da acessibilidade para a pauta e prática cotidiana.

O Dia Nacional de Luta das Pessoas com Deficiência é celebrado, desde 1982, no 21 de setembro. Pensando nisso, o Festival Acessa BH preparou uma semana especial na programação.  A Escola de Gente - Comunicação em Inclusão, reconhecida internacionalmente por seu trabalho em prol de uma sociedade inclusiva, participará do evento no dia 19 de setembro de duas formas: às 19h, com plena acessibilidade digital, terá início um bate-papo com Claudia Werneck, idealizadora da Escola de Gente, e Carolina Godinho, Diego Molina e Natália Simonete, representantes do "Os Inclusos e Os Sisos - Teatro de Mobilização pela Diversidade". 

Na sequência, às 20 horas, será possível acompanhar, de forma gratuita com Libras, legenda e audiodescrição, o espetáculo teatral "Ninguém mais vai ser bonzinho", de autoria de Diego Molina, por meio do grupo "Os Inclusos e Os Sisos", que em quase 20 anos de atuação, sempre com peças plenamente acessíveis, já se apresentou para mais de 200 mil pessoas.  O espetáculo aborda, com muito humor, questões cotidianas de preconceito e discriminação. 

Já no dia 20/09 é a vez da live seguida de apresentação com o Maestro João Carlos Martins e mediada por Brisa Marques. Para completar, nos dias 21 e 22/09, o Coletivo Desvio Padrão, de São Paulo, composto por pessoas que transitam nas pontas da curva normal – cegos, videntes, surdos e ouvintes atuantes em linguagens diversas do campo da cultura – apresenta os espetáculos "Só se fechar os olhos" e "Para além do gesto", em sessões mediadas com o público. Os espetáculos são duas versões da mesma história, sendo a primeira concebida para o público com deficiência visual, e a segunda para o público com deficiência auditiva.

"Para o Festival e Seminário online, ampliamos o alcance, convidando artistas e profissionais de dez estados brasileiros e com olhar não só para diferentes corpos, mas também para a diversidade, com o protagonismo também de artistas mulheres e LGTBQIA+", explica Lais Vitral, idealizadora e curadora do evento. 

Ainda nesta edição o Festival Acessa BH traz a estreia do espetáculo híbrido de dança e teatro "Ave", criado por artistas da Ananda Cia. de Dança Contemporânea e do Núcleo de Criação e Pesquisa Sapos e Afogados; show dos "Batuqueiros do Silêncio e o Som da Inclusão", um dos poucos grupos musicais formados por pessoas com deficiência auditiva que já se apresentou em vários lugares do Brasil e participou do encerramento dos Jogos Paraolímpicos Rio 2016;  e a exibição do espetáculo "Kiuá Matamba" – Salve a Força dos Ventos , com Mona Rikumbi, primeira mulher negra e cadeirante a atuar no Teatro Municipal de São Paulo.

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