Livro de Lula Miranda lidera lista de mais vendidos na Amazon

"Relatos e histórias de um poeta gauche", do poeta e cronista Lula Miranda, autodeclarado um "poeta marginal", acaba de ser lançado na Amazon e já lidera os mais vendidos na categoria poesia; obra traz histórias da infância e juventude do autor em Salvador, onde nasceu e cresceu, e será publicada em 4 volumes

"Relatos e histórias de um poeta gauche", do poeta e cronista Lula Miranda, autodeclarado um "poeta marginal", acaba de ser lançado na Amazon e já lidera os mais vendidos na categoria poesia; obra traz histórias da infância e juventude do autor em Salvador, onde nasceu e cresceu, e será publicada em 4 volumes
"Relatos e histórias de um poeta gauche", do poeta e cronista Lula Miranda, autodeclarado um "poeta marginal", acaba de ser lançado na Amazon e já lidera os mais vendidos na categoria poesia; obra traz histórias da infância e juventude do autor em Salvador, onde nasceu e cresceu, e será publicada em 4 volumes (Foto: Gisele Federicce)

247 - A mais recente obra do poeta e cronista baiano Lula Miranda foi lançada há poucos dias e já lidera as mais vendidas na Amazon. Em menos de uma semana, desde a data da publicação, na última sexta-feira 11, o livro ficou em primeiro lugar na categoria Poesia.

"Relatos e histórias de um poeta gauche" traz histórias da vida do autor em Salvador, onde nasceu e passou a juventude, tendo convivido com outros poetas e artistas - alguns famosos hoje em dia.

Este é o primeiro volume da biografia, que terá até o número 4. O volume 1 abarca a "Infância e a juventude do poeta". O volume 2, que será lançado em outubro, os "Tempos de poeta marginal". E o volume 3, "Tempos de globarbarização", e 4, "Tempos de infâmia e glória", retrata os dias de hoje, em São Paulo.

Autodeclarado "poeta marginal", Lula Miranda diz ter "honra de ser, meio que sem querer, sem que assim o desejasse, o porta-voz dos 'fodidos'". "Fico feliz com esse papel que me foi, supostamente, atribuído, e me esforço para estar à altura deste papel – talvez seja este mesmo o ofício de um poeta gauche. Pois muito dos "fodidos", aos quais dou vez e voz, são seres humanos brilhantes e talentosos, que são postos à margem por essa elite escrota, caquética", diz.

"Essa mesma elite que está arruinando com o país. Essa mesma elite que sacaneia, desde sempre, os proletários, os negros, as mulheres e os homossexuais etc. Só uma nova elite proletária há de nos salvar! Essa elite burguesa que aí está, fracassou. E passou recibo", critica o escritor, que também é autor de dois outros livros: "Dejetos Urbanos - o udigrudi poético" (poemas e contos) e "A Dor Essencial" (poemas).

O poeta baiano, que também é colunista do 247, nos contou seus "perrengues" dos últimos anos, incluindo sua vida pessoal e no Brasil, e como isso acabou lhe fortalecendo para escrever e organizar o último trabalho. 

"Nos últimos dois anos, passei por uma verdadeira 'tempestade perfeita'. Minha mulher teve câncer; minha ex-mulher teve câncer; ocorreu um golpe no país, tiraram uma presidente legitimamente eleita da Presidência; o ódio aos progressistas se alastrou pelo país; alguns companheiros da esquerda foram presos ou 'conduzidos coercitivamente' à PF; tiraram (e ainda estão tirando) muitos direitos dos trabalhadores", relata.

"Um retrocesso sem precedentes! Eles, os conservadores de sempre, pensam que conseguiriam nos exterminar. Mas, parafraseando o outro lá [Friedrich Nietzsche], aquilo que não nos destrói, nos fortalece. Os homens e mulheres de esquerda estão se fortalecendo nesse processo e ressurgirão mais fortes e com tesão renovado para o bom combate", completa.

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