Livro traz pistas de "golpe branco" a favor de Bolsonaro

Jornalistas Felipe Recondo e Luiz Weber, autores do livro "Os Onze – O STF, seus bastidores e suas crises", relatam na obra que, em 2018, o presidente do STF, Dias Toffoli, "lembrou que o então comandante do Exército, general (Eduardo) Villas Bôas, tinha 300 mil homens armados que majoritariamente apoiavam a candidatura de Jair Bolsonaro"

Jair Bolsonaro e General Villas
Jair Bolsonaro e General Villas (Foto: Isac Nóbrega/PR)
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247 - O livro Os Onze – O STF, seus bastidores e suas crises, dos jornalistas Felipe Recondo e Luiz Weber, relata que, na terça-feira anterior ao domingo da votação final na eleição de 2018, houve uma reunião no Tribunal Superior Eleitoral entre juízes da corte e o general então à frente dos órgãos de inteligência do governo, Sérgio Etchegoyen. Ao final de reunião, o presidente do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli, disse que iria ao TSE dizer algumas coisas. 

"Toffoli descreveu um cenário sombrio”, escrevem os autores do livro. "Lembrou que o então comandante do Exército, general (Eduardo) Villas Bôas, tinha 300 mil homens armados que majoritariamente apoiavam a candidatura de Jair Bolsonaro".

O teor do livro foi publicado em reportagem de André Barrocal, na Carta Capital. Segundo o repórter, "sobram pistas de que as Forças Armadas deram um 'golpe branco' pró-Bolsonaro, emparedaram o STF para impedir a soltura e a candidatura de Lula, algo até hoje a desanimar muito lulista quanto à libertação dele, e não aceitavam a volta do PT ao poder".

"Em 9 de outubro de 2018, duas semanas antes de Toffoli falar no TSE dos 300 mil soldados, que é a tropa brasileira da ativa, um dos chefes da campanha de Fernando Haddad havia recebido um alerta. Todos os cardeiais do QG eleitoral petista estavam monitorados pelos órgãos de inteligência do governo, aqueles de Etchegoyen. Mais: Toffoli também estava, até havia um dossiê contra ele", afirma Barrocal.

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