“País da Suruba”, de Ayrton Centeno, retrata o Brasil pós-golpe

O jornalista Ayrton Centeno está lançando nesta semana o provocativo livro "O País da Suruba: 155 provas -- e não apenas convicções de como o golpe de 2016 diminuiu, ridicularizou e emburreceu o Brasil"; publicado pela editora Libretos, de Porto Alegre, o livro retrata histórias como a de um partido das mulheres sem mulheres, um deputado que discursa em defesa de um bombom, um senador que se apresta a nomear uma melancia, um presidente que troca Paraguai por Portugal e confunde Noruega com Suécia

O jornalista Ayrton Centeno está lançando nesta semana o provocativo livro "O País da Suruba: 155 provas -- e não apenas convicções de como o golpe de 2016 diminuiu, ridicularizou e emburreceu o Brasil"; publicado pela editora Libretos, de Porto Alegre, o livro retrata histórias como a de um partido das mulheres sem mulheres, um deputado que discursa em defesa de um bombom, um senador que se apresta a nomear uma melancia, um presidente que troca Paraguai por Portugal e confunde Noruega com Suécia
O jornalista Ayrton Centeno está lançando nesta semana o provocativo livro "O País da Suruba: 155 provas -- e não apenas convicções de como o golpe de 2016 diminuiu, ridicularizou e emburreceu o Brasil"; publicado pela editora Libretos, de Porto Alegre, o livro retrata histórias como a de um partido das mulheres sem mulheres, um deputado que discursa em defesa de um bombom, um senador que se apresta a nomear uma melancia, um presidente que troca Paraguai por Portugal e confunde Noruega com Suécia (Foto: Aquiles Lins)

247 - O jornalista Ayrton Centeno está lançando nesta semana o provocativo livro "O País da Suruba: 155 provas -- e não apenas convicções de como o golpe de 2016 diminuiu, ridicularizou e emburreceu o Brasil".

Publicado pela editora Libretos, de Porto Alegre, o livro retrata histórias como a de um partido das mulheres sem mulheres, um deputado que discursa em defesa de um bombom, um senador que se apresta a nomear uma melancia, um presidente que troca Paraguai por Portugal e confunde Noruega com Suécia.

Usando a farsa como instrumento para contar onde estamos metidos, Centeno singra as mesmas águas que outro jornalista, Sérgio Porto, navegou para recontar a explosão do bestialógico após o golpe de 1964. Na época, tornou-se o Febeapá, ou seja, o "Festival de Besteira que Assola o País". Como todo regime espúrio aumenta exponencialmente a produção da besteira nacional, a História se repete agora e, claro, novamente como comédia. Ou, mais precisamente, como tragicomédia.

Acontece que uma das afinidades entre os golpes de 1964 e de 2016 está no regressismo, a revanche do Velho contra o Novo, do Arcaico contra o Moderno, do Passado contra o Futuro. "O golpe apresentou-se como uma gigantesca volta ao que a modernização havia relegado", escreveu o crítico literário Roberto Schwartz sobre 1964. Figuras apagadas, muitas vezes caricatas, ergueram-se das sombras para encenar aquilo que Schwartz definiu como "um espetáculo de anacronismo social".

Autor de outros três livros, entre eles Os Vencedores, de 2014 (Geração Editorial), onde resgata o combate dos jovens à ditadura de 1964, Centeno compilou na imprensa, ao longo dos dois últimos anos, centenas de situações pitorescas, que selecionou para recontá-las agora com permanente bom humor e ironia cortante.

O País da Suruba, com 128 páginas, tem capa e ilustrações de Edgar Vasques.

Contatos com o autor: Tels (51) 3266-8481. E-mail- [email protected]

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