Roberto Alvim, que se dizia "perseguido pela esquerda", queria um contrato de 3,5 milhões para sua mulher

​Parte dos funcionários da Funarte exonerados tiveram participação em um processo de contratação da atriz Juliana Galdino, esposa do diretor de teatro Roberto Alvim, que receberia o valor de R$ 3,5 milhões em um contrato

(Foto: Reprodução)

247 - ​Parte dos 19 funcionários da Funarte exonerados nesta sexta (4) pelo ministro Osmar Terra, da Cidadania,  tiveram participação em um processo de contratação da mulher de Alvim, a atriz Juliana Galdino, que receberia, por meio de sua produtora Flo Produções e Entretenimento, o valor de R$ 3,5 milhões para assumir o projeto de revitalização da rede nacional de teatros, com recursos da Funarte. A reportagem é do jornal Folha de S.Paulo. 

A contratação de Galdino foi barrada no próprio órgão por ter sido considerado ilegal pela Lei de Nepotismo, que não permite a servidores a contratação de filhos, cônjuges, pais e outros familiares.  

Os servidores exonerados eram do centro de artes cênicas do órgão, que é subordinado à Secretaria Especial de Cultura, da pasta da Cidadania. Alvim é diretor deste núcleo. A informação sobre as exonerações foi publicada no Diário Oficial da União. 

Alvim diz que não foi consultado sobre essa decisão. “Meu departamento inteiro foi exonerado, não sei se os nossos teatros sequer vão poder abrir hoje. Isso provoca a paralisação de todo o meu trabalho”, afirma.

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