Roger Waters defende boicote ao Brasil em defesa da democracia

O músico inglês e um dos fundadores da banda Pink Floyd, Roger Waters, defendeu o boicote ao Brasil caso o candidato de extrema direita, Jair Bolsonaro, vença o segundo turno da eleição presidencial; Waters, que desde 2006 milita na campanha BDS (Boicote, Desinvestimento e Sanções), apoiando o boicote econômico, cultural e político a Israel devido a sua política de repressão contra os palestinos, disse esperar que "dependendo do resultado da eleição, os brasileiros não queiram que eu volte até que a democracia retorne ao país"; É preciso lutar contra o fascismo e o totalitarismo de qualquer maneira. Se isso acontecer aqui, vou continuar meu ativismo, fazendo o possível para ajudar a reverter isso", afirmou

Roger Waters defende boicote ao Brasil em defesa da democracia
Roger Waters defende boicote ao Brasil em defesa da democracia

247 - O músico inglês e um dos fundadores da banda Pink Floyd, Roger Waters, defendeu o boicote ao Brasil caso o candidato de extrema direita, Jair Bolsonaro, vença o segundo turno da eleição presidencial contra o candidato do campo democrático, Fernando Haddad (PT). Waters, que desde 2006 milita na campanha BDS (Boicote, Desinvestimento e Sanções), apoiando boicote econômico, cultural e político a Israel devido a sua política de repressão contra os palestinos, disse esperar que "dependendo do resultado da eleição, os brasileiros não queiram que eu volte até que a democracia retorne ao país".

"Por que não vou a Israel? Porque os palestinos oprimidos não querem que eu vá. Eu espero que, dependendo do resultado da eleição, os brasileiros não queiram que eu volte até que a democracia retorne ao país. A democracia pode ser retirada de modo tranquilo ou violento neste grande país. Espero que não aconteça como em 1964, para retornar 21 anos depois. É preciso lutar contra o fascismo e o totalitarismo de qualquer maneira. Se isso acontecer aqui, vou continuar meu ativismo, fazendo o possível para ajudar a reverter isso", afirmou Waters em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo.

Durante sua agenda shows no Brasil, o telão instalado no palco mostrou a #EleNão dentro do contexto para mostrar o crescimento do fascismo em nível mundial. Apesar de vaiado por parte da plateia paulista, ele manteve o tom crítico em outros shows de sua turnê pelo Brasil, como no Rio, quando homenageou a vereadora e ativista Marielle Franco, assassinada juntamente com seu motorista, e em Salvador, quando homenageou o mestre de capoeira Moa do Katendê, esfaqueado até a morte após uma discussão política com um apoiador de Bolsonaro.

"É disso que a turnê "Us & Them" fala. Viajamos pelo mundo tocando canções, mas há uma mensagem particular. E essa mensagem se fez presente em São Paulo, gerando controvérsia, porque o país está claramente dividido", ressaltou Waters. "Viajando pelo mundo, fica claro para mim que o problema fundamental está no desrespeito aos direitos humanos. O mundo é organizado por oligarquias e corporações, que deixam uma mínima fatia das pessoas numa situação sadia", disse o músico em outro ponto da entrevista.
" Lamento que vocês estejam brigando uns contra os outros, discutindo coisas fundamentais sob a ótica de alguém como Bolsonaro. O que ele fala não deveria ser assunto para nenhuma argumentação em qualquer lugar do mundo. Mas é uma coisa real e assustadora", observou.

 

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