'Se Dilma não resistir a quem estaremos entregues?'

"A oposição estava lá, não há dúvida, e também uma direita saudosa da ditadura, cujo crescimento preocupa não apenas no Brasil", diz a atriz Fernanda Torres, ao comentar os protestos de 15 de março, num artigo em que diz ser contra o impeachment; Fernanda faz um paralelo com a Revolução Francesa e sinaliza temer uma era de terror, caso haja uma ruptura política

"A oposição estava lá, não há dúvida, e também uma direita saudosa da ditadura, cujo crescimento preocupa não apenas no Brasil", diz a atriz Fernanda Torres, ao comentar os protestos de 15 de março, num artigo em que diz ser contra o impeachment; Fernanda faz um paralelo com a Revolução Francesa e sinaliza temer uma era de terror, caso haja uma ruptura política
"A oposição estava lá, não há dúvida, e também uma direita saudosa da ditadura, cujo crescimento preocupa não apenas no Brasil", diz a atriz Fernanda Torres, ao comentar os protestos de 15 de março, num artigo em que diz ser contra o impeachment; Fernanda faz um paralelo com a Revolução Francesa e sinaliza temer uma era de terror, caso haja uma ruptura política (Foto: Leonardo Attuch)

247 - A atriz Fernanda Torres publica, nesta sexta-feira, um artigo em que diz ser contra o eventual impeachment da presidente Dilma Rousseff.

No texto Fouché, ela traça um paralelo com a Revolução Francesa.

"Sou artista e burguesa, mas não defendo o impeachment", afirma. "Os franceses deceparam a cabeça de Luís 16, enfrentaram uma década de horror e acabaram nas mãos de um general que se autocoroou imperador. Quem nos garante um futuro melhor? Dilma está longe de ser Luís 16, mas a insatisfação popular, o isolamento, a corrupção, o revertério climático e a ruína de sua base partidária guardam paralelo com as desventuras que levaram o rei à guilhotina."

Ela alerta, ainda, para a onda antidemocrática que se forma no País. "A oposição estava lá, não há dúvida, e também uma direita saudosa da ditadura, cujo crescimento preocupa não apenas no Brasil".

E afirma que o maior adversário da presidente foi a propaganda usada na campanha eleitoral de 2014.

"A campanha eleitoral que levou Dilma à reeleição é, hoje, seu maior inimigo. O feijão voando do prato dos menos favorecidos, a garantia de que não elevaria os juros e nem deixaria o trabalhador pagar pelo desajuste econômico vêm, agora, cobrar o preço da propaganda", diz ela. "Existe, de fato, um erro de comunicação por parte do governo, mas ele não está no abandono da militância nas redes, como afirma estudo recente, mas, sim, no fato da reeleição ter obrigado o Planalto a adiar ajustes que deveriam ter sido feitos ao longo dos últimos anos."

Por fim, ela questiona: "Se Dilma não resistir a quem estaremos entregues?"

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