Sebastião Salgado fotografa índios na Amazônia, em meio a indiferença indigenista do golpe

Em pleno processo de genocídio de índios provocado pelo golpe de Temer e do PSDB - com o afrouxamento da fiscalização pelos órgão federais, como Funai e Polícia Federal, que não conseguem impedir o avanço do garimpo e de criadores de gado nos confins da Amazônia - o fotógrafo Sebastião Salgado saiu em expedição à região habitada pelos índios suruwahas, que vivem sem cacique ou qualquer outro tipo de hierarquia em uma pequena comunidade isolada no sul do Amazonas; os Suruwahas produzem sua comida, cultivam o vigor físico e preservam tradições –como a de usar poções venenosas para caçar, pescar e 'morrer jovem'

Sebastião Salgado fotografa índios na Amazônia, em meio a indiferença indigenista do golpe
Sebastião Salgado fotografa índios na Amazônia, em meio a indiferença indigenista do golpe (Foto: © Sebastião SALGADO)

247 - Em pleno processo de genocídio de índios provocado pelo golpe de Temer e do PSDB - com o afrouxamento da fiscalização pelos órgão federais, como Funai e Polícia Federal, que não conseguem impedir o avanço do garimpo e de criadores de gado nos confins da Amazônia - o fotógrafo Sebastião Salgado saiu em expedição à região habitada pelos índios suruwahas, que vivem sem cacique ou qualquer outro tipo de hierarquia em uma pequena comunidade isolada no sul do Amazonas. Os Suruwahas produzem sua comida, cultivam o vigor físico e preservam tradições –como a de usar poções venenosas para caçar, pescar e 'morrer jovem'. 

Reportagem do jornal Folha de S. Paulo destaca o relato de Salgado a respeito da comunidade: "eles são 154 pessoas e sua população segue crescendo (eram cem nos anos 1980). Com a saúde exuberante, produzem todos os alimentos que consomem e têm grande orgulho de suas técnicas de agricultura, particularmente apuradas. Para caçar, usam armas tradicionais, o arco e a zarabatana, com que atiram setas de ponta envenenada. São mestres no uso de poções. Não têm caciques, mas os grandes caçadores, sempre reconhecidos pelo número de antas que mataram, são prestigiados, considerados 'madi iri karuji', ou 'pessoas de valor'."

Salgado descreve os suruwahas assim: "os suruwahas representam para mim aquilo de mais próximo ao que Pedro Cabral deve ter visto ao chegar ao Brasil".

Segundo a matéria, "a comunidade está localizada no sul do estado do Amazonas, entre igarapés da bacia do rio Purus. A área fica a cinco dias de barco da cidade de Lábrea (850 quilômetros a sudoeste de Manaus)."

“Eles escolheram viver em estado de quase total isolamento e mantêm suas práticas e a expressão visual de sua tradição cultural muito preservadas. É muito impactante. Vê-los, ao chegar, me causou uma emoção muito grande”, acrescenta o fotógrafo.

 

 

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