Som ruim prejudica show do Los Hermanos em São Paulo

Apresentação em comemoração aos 15 anos da banda, no Espaço das Américas, foi a quarta da turnê na capital paulista

Som ruim prejudica show do Los Hermanos em São Paulo
Som ruim prejudica show do Los Hermanos em São Paulo (Foto: Danilo Botignon)
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Por Bruno Oliveira, para o Brasil 247 - Não é de hoje que o Los Hermanos sobe ao palco com a plateia ganha. Desde o lançamento de "Bloco do Eu Sozinho", segundo álbum da banda (2001), o grupo só vê aumentar seu séquito de fãs apaixonados. E o que se viu na noite da última sexta-feira no Espaço das Américas, em São Paulo, foi mais uma prova da devoção que o público tem com os músicos.

Assim como um grande time de futebol, que conta com jogadores talentosos e carismáticos, a banda entrou em cena com o espaço completamente tomado por "torcedores".  Não foi preciso sequer uma nota, bastou a contagem das baquetas para que a empolgação da plateia se transformasse em uma explosão de alegria com "O Vencedor".

Rodrigo Barba e o músico de apoio Gabriel Bubu

Tudo levava a crer que seria mais uma exibição de gala de uma das bandas mais criativas e interessantes da música brasileira. A projeção dos músicos, intercalada com imagens de paisagens e do disco 4, em um telão atrás da banda, fazia o cenário ainda mais bonito. Porém, durante "Todo Carnaval Tem Seu Fim", terceira música do show, parte dos fãs começou a reclamar da qualidade do som. Aparentemente, um problema na caixa posicionada à esquerda do público - e à direita do tecladista, Bruno Medina - resultou em uma intensidade de frequências agudas ensurdecedoras para quem estava deste lado, especialmente do meio pra frente. Com isso, mãos nos ouvidos e gritos de "arruma o som", entre uma música e outra, se tornaram reações comuns ao longo da apresentação.

Bruno Medina, à esquerda da caixa de som que apresentou problemas

Músicas como "Além Do Que Se Vê", "O Vento" e "Retrato Pra Iaiá" eram cantadas com a força de sempre, menos por aqueles que pediam incansavelmente para que os músicos resolvessem o problema. Enquanto isso a banda seguia com o show, deixando transparecer a sintonia e o entusiasmo entre os integrantes. Durante a introdução de teclado e bateria de "A Flor", Marcelo Camelo e Rodrigo Amarante deixaram suas guitarras nos pratos de Rodrigo Barba para fazer passinhos de dança antes de empunhar seus respectivos instrumentos. Já em "Mais Uma Canção" - música que raramente aparece no setlist dos shows -, Camelo "encarnou" um maestro e regeu o coro de cerca de oito mil vozes.

Marcelo Camelo brinca durante solo

A apresentação, que faz parte da turnê em comemoração aos 15 anos da banda e até agora já passou por 11 cidades do País, proporciona aos fãs a possibilidade de ouvir canções dos quatros álbuns dos Hermanos. "Tenha dó", "Descoberta", "Azedume", "Quem Sabe" e a aclamada "Pierrot" fizeram a plateia voltar a 1999, ano de lançamento do primeiro disco, homônimo, dos cariocas. Além delas, "Anna Júlia", música que por muito tempo ficou de fora das apresentações e sempre provoca frisson quando tocada.

Como por enquanto não há informação sobre a extensão da turnê ou mesmo em relação à gravação de um disco novo, resta aguardar qual será o próximo capítulo de uma história com "recesso por tempo indeterminado" e volta triunfal.

Bom clima entre os músicos contagiou o show

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