Tárik de Souza: Dylan transformou o rock em arte

“Ele realmente deu uma consistência ao rock, que não tinha antes. Os Beatles e os Rolling Stones foram se inspirar nele porque realmente foi a partir dele que o rock ganhou um peso de arte, de cultura realmente. Essa premiação vem realmente coroar isso, vem mostrar que o Bob Dylan fez uma diferença brutal quando ele começou a imprimir o seu estilo. As suas letras questionadoras, bastante profundas, uma radiografia da sociedade americana”, disse Tárik, um dos principais críticos musicais do País

“Ele realmente deu uma consistência ao rock, que não tinha antes. Os Beatles e os Rolling Stones foram se inspirar nele porque realmente foi a partir dele que o rock ganhou um peso de arte, de cultura realmente. Essa premiação vem realmente coroar isso, vem mostrar que o Bob Dylan fez uma diferença brutal quando ele começou a imprimir o seu estilo. As suas letras questionadoras, bastante profundas, uma radiografia da sociedade americana”, disse Tárik, um dos principais críticos musicais do País
“Ele realmente deu uma consistência ao rock, que não tinha antes. Os Beatles e os Rolling Stones foram se inspirar nele porque realmente foi a partir dele que o rock ganhou um peso de arte, de cultura realmente. Essa premiação vem realmente coroar isso, vem mostrar que o Bob Dylan fez uma diferença brutal quando ele começou a imprimir o seu estilo. As suas letras questionadoras, bastante profundas, uma radiografia da sociedade americana”, disse Tárik, um dos principais críticos musicais do País (Foto: Leonardo Attuch)

Heloisa Cristaldo - Repórter da Agência Brasil

A escolha de Bob Dylan como vencedor do Prêmio Nobel de Literatura 2016 pela Academia Sueca surpreendeu o mundo nesta quinta-feira (13). O cantor foi premiado por “ter criado novas formas de expressão poéticas no quadro da grande tradição da música americana”. Conhecido por ser um artista reservado, o norte-americano ainda não se manifestou sobre a conquista do prêmio.

“Claro que não foi a poesia, nem mesmo cantado poesia. É por compôr música, é contar histórias, é o ruído elétrico, é um trovador explorando as invenções das novas mídias do seu tempo [amplificadores, microfones, estúdios de gravação, rádio] para o desempenho literário a forma como os dramaturgos ou roteiristas fizeram uma vez. É amor, é roubo, é o fogo que ele construiu na Main Street [rua principal] e disparou cheio de buracos. Ele não ganhou porCrônicas [autobiografia escrita por Dylan], a melhor memória do rock & roll de todos os tempos. Ele não ganhou por Tarântula, seu famoso e indecifrável romance. Ele não ganhou por seus versos líricos, que permanecem cheio de erros que ele nunca se preocupou em corrigir”, disse o articulista da revista norte-americana especializada em música Rolling Stones, Rob Sheffield. “Ele ganhou por inventar maneiras de fazer canções que não existiam antes”.

Para o crítico musical e apresentador da Rádio Nacional, Tárik de Souza, o prêmio Nobel de Literatura concedido a Dylan é “um precedente incrível”. “Ele realmente deu uma consistência ao rock, que não tinha antes. Os Beatles e os Rolling Stones foram se inspirar nele porque realmente foi a partir dele que o rock ganhou um peso de arte, de cultura realmente. Essa premiação vem realmente coroar isso, vem mostrar que o Bob Dylan fez uma diferença brutal quando ele começou a imprimir o seu estilo. As suas letras questionadoras, bastante profundas, uma radiografia da sociedade americana”, disse à Agência Brasil.

Imagem de arquivo de 1984 mostra o cantor e compositor norte-americano Bob Dylan se apresentando no estádio St. Jakob-Park, em Basel, na Suíça

Crítico musical e apresentador da Rádio Nacional, Tárik de Souza avalia que a premiação de Bob Dylan não deve ser seguida por outros cantores da atualidade Arquivo de Keyston/Agência Lusa/direitos reservados

Tárik avalia que a premiação de Bob Dylan não deve ser seguida por outros cantores da atualidade. “Bob Dylan é um caso à parte, não foi apenas um aspecto intelectual. Ele é um cara que vem da confluência da geração Beat americana, geração de poetas e ele transformou isso em uma coisa popular, de alto consumo, uma coisa de massa realmente. O sucesso dele foi estrondoso, ele realmente traduziu para o grande público as questões mais profundas através da sua poética. Ele é um artista muito singular, difícil dar um outro prêmio para outra pessoa na Arte Pop como Bob Dylan”

Repercussão

Diversas celebridades comentaram o mais novo Nobel de Literatura nas redes sociais. O presidente norte-americano Barack Obama parabenizou Bob Dylan em sua conta no Twitter. "Parabéns a um dos meus poetas favoritos", disse. O escritor britânico Salman Rushdie também usou a rede para comemorar a notícia, "Dylan é o brilhante herdeiro da tradição dos bardos. Grande escolha". O cantor brasileiro Gilberto Gil também se manifestou: "Adoro as músicas dele. Bem merecido esse prêmio".

Bob Dylan é o nome artístico de Robert Allen Zimmerman, nascido no estado de Minnesota, em 24 de maio de 1941 - compositor, cantor, pintor, ator e escritor norte-americano. Aos 10 anos Dylan escreveu seus primeiros poemas e, ainda adolescente, aprendeu piano e guitarra sozinho. Começou cantando em grupos de rock, imitando Little Richard e Buddy Holly.

Em 1959, ao entrar para a Universidade de Minnesota voltou-se para a folk music. Em 2004, foi eleito pela revista Rolling Stone o sétimo maior cantor de todos os tempos e, pela mesma revista, o segundo melhor artista da música de todos os tempos, ficando atrás somente dos Beatles. Uma de suas principais canções, Like a Rolling Stones, foi escolhida como uma das melhores de todos os tempos.

No Brasil, Dylan tem publicado os livros Crônicas - Volume 1 (Planeta), lançado em 2005 eTarantula (1971), de 1986. Em 2012, Dylan foi condecorado com a Medalha da Liberdade pelo presidente dos Estados Unidos Barack Obama. Com o Nobel de Literatura, tornou-se o primeiro e único artista na história a ganhar também o Oscar, Grammy e o Globo de Ouro.

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