Trajetória do Teatro da Vertigem é lançada em livro

O lançamento do livro 'Teatro da Vertigem' consagra a trajetória de um dos grupos de teatro mais inovadores do país. Organizado por Silvia Fernandes, o livro reúne ensaios, textos críticos e fotografias; o diretor e idealizador do grupo, Antonio Araújo afirma que o conceito nasceu com uma certa insatisfação dos atores com relação ao 'palco italiano', solene demais e sem as conexões mais diretas com o público; o Teatro da Vertigem revelou artistas como Matheus Nachtergale e Mariana Lima

Trajetória do Teatro da Vertigem é lançada em livro
Trajetória do Teatro da Vertigem é lançada em livro

247 - O lançamento do livro 'Teatro da Vertigem' consagra a trajetória de um dos grupos de teatro mais inovadores do país. Organizado por Silvia Fernandes, o livro reúne ensaios, textos críticos e fotografias. O diretor e idealizador do grupo, Antonio Araújo afirma que o conceito nasceu com uma certa insatisfação dos atores com relação ao 'palco italiano', solene demais e sem as conexões mais diretas com o público. O Teatro da Vertigem revelou artistas como Matheus Nachtergale e Mariana Lima. 

A reportagem do jornalista Leandro Nunes do jornal O Estado de S. Paulo traça os caminhos percorridos pelo grupo de teatro e contextualiza o período de surgimento do Vertigem com as peças que estavam em voga naquele momento: "igreja, hospital, presídio e o Rio Tietê. Antes da fundação do Teatro da Vertigem, esses lugares jamais teriam sido cogitados para abrigar uma peça de teatro em São Paulo. A história sobre a trajetória da companhia, criada em 1992, está no livro Teatro da Vertigem, lançado neste domingo, 19, pela Editora Cobogó. A obra reúne ensaios, textos críticos e fotografias.

Para entender um dos grupos teatrais mais importantes do País – que lançou artistas como Matheus Nachtergaele e Mariana Lima –, é preciso considerar os “reis” daquele momento. Nos anos 1980, a cena paulista foi marcada pela figura do grande encenador e sua assinatura particular, como o teatro de Antunes Filho, os espetáculos de Gerald Thomas e as festividades cênicas de Zé Celso. “Para os jovens artistas, havia um certo incômodo com o palco italiano”, lembra Antonio Araújo, diretor do grupo. “Junto com a retomada da democracia, após a ditadura, também surgiu o desejo de trabalhar de uma forma menos hierárquica, onde a criação não estivesse centralizada em uma pessoa.”

TEATRO DA VERTIGEM. Org.: Silvia Fernandes Editora: Cobogó (336 págs.; R$ 80)

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