247 lança e-book sobre ascensão e queda de Eike

"Eike: o homem que vendia terrenos na lua" narra a fulgurante ascensão de Eike Batista e como suas empresas derreteram, fazendo evaporar uma "riqueza" de mais de R$ 100 bilhões, naquela que foi a maior bolha individual de todos os tempos; o livro, escrito por Leonardo Attuch, já está disponível na Amazon.com e na Livraria 247

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247 - Se um personagem da mitologia grega pudesse resumir a história de Eike Batista, empresário brasileiro que hoje vive uma queda espetacular, seria Ícaro, filho de Dédalo, que pretendia alcançar o sol, mas viu suas asas derreterem antes de realizar o seu sonho. E se fosse o caso de buscar um paralelo na literatura, o personagem seria Delos David Harriman, protagonista de "O homem que vendeu a lua", uma novela de ficção científica, publicada em 1951.

Eike Batista não vendeu a lua, mas chegou bem perto disso. Com apresentações em power-point, convenceu investidores do Brasil e do mundo de que poderia entregar a eles uma "mini-Vale" (a MMX), a "Roterdã dos trópicos" (a LLX), uma "mini-Petrobras" (a OGX), a "Embraer dos mares" (a OSX) e muitas outras promessas. No fim, quando a maior bolha individual de todos os tempos estourou, nada menos que R$ 100 bilhões evaporaram. E o homem que prometia ser o mais rico do mundo hoje luta para evitar um calote de proporções monumentais.

Essa história de ascensão e queda é o fio condutor do e-book "Eike: o homem que vendia terrenos na lua", lançado pela Editora 247, escrito pelo jornalista Leonardo Attuch e já disponível na Amazon.com (aqui). Ex-editor da revista Istoé Dinheiro, Attuch acompanhou de perto a trajetória de Eike, chegou a entrevistá-lo em algumas ocasiões e sempre manteve um distanciamento crítico em relação ao personagem. "Antes que ele começasse a entregar resultados concretos em suas empresas, seria, no mínimo, precipitado apontar o seu sucesso", diz ele.

No entanto, a bolha de Eike foi inflada, em grande parte, pelos meios de comunicação. No Globo, Ancelmo Gois decidiu batizar o empresário como "Eike Sempre Ele Batista". No Radar Online, de Veja.com, Lauro Jardim antecipava cada "descoberta" de Eike – algumas farão parte do folclore e do anedotário do capitalismo global, como o achado de "meia Bolívia" no Maranhão. A cada "descoberta", naturalmente, novas disparadas nos preços das ações.

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Em Veja, Eike chegou até a ganhar uma capa em que era chamado de "Eike Xiaoping", como se fosse um exemplo para todos os brasileiros. Recentemente, passou a ser rotulado como um espertalhão e foi carimbado como "Eike tchau ping".

Na construção da bolha, não apenas jornalistas contribuíram para que o vento engarrafado por Eike alçasse voo. Bancos de investimento deram contribuição decisiva para a fraude, com relatórios que sempre recomendavam a compra de suas ações. E o xerife do mercado acionário brasileiro, a Comissão de Valores Mobiliários, fez vista grossa para os abusos recorrentes na linguagem de Eike Batista, que iludia investidores até por meio de uma conta pessoal no Twitter.

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Em artigo publicado nesta sexta-feira 19 no Globo e também no Valor Econômico (leia mais aqui), Eike Batista se diz arrependido por ter lançado ações no mercado de capitais. Arrependidos, no entanto, deveriam estar seus investidores. A eles, Eike disse apenas um "lamento". No mesmo artigo, o empresário também buscou se livrar de qualquer responsabilidade pelo colapso de suas empresas, transmitindo a ideia de que foi enganado.

Nas próximas semanas, essa história terá novos capítulos, com a provável reestruturação de dívidas de suas empresas. Para entender como "Ícaro Batista" subiu tão alto antes que suas asas derretessem, o livro digital já pode ser baixado na Amazon.com. Em breve, estará disponível também no Google Books e na iBookstore, da Apple. Para quem usa o iPad, o iPhone ou smartphones que rodam com o sistema operacional Android ou Windows 8, basta baixar o aplicativo Kindle, da Amazon, que permite a leitura do e-book.

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