90% dos países vão crescer mais do que o Brasil na década, diz estudo

De 191 países monitorados pelo FMI, 90% terão um crescimento médio melhor do que o do Brasil entre 2011 e 2020; os dados fazem parte de um estudo do Instituto Brasileiro de Economia, da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV), conduzido por Marcel Balassiano; caso seja confirmado, o resultado será o pior desde os anos 1980, quando os dados começaram a ser compilados pelo FMI

90% dos países vão crescer mais do que o Brasil na década, diz estudo
90% dos países vão crescer mais do que o Brasil na década, diz estudo (Foto: Esq.: ABR)

247 - De 191 países monitorados pelo Fundo Monetário Internacional (FMI), 90% terão um crescimento médio melhor do que o do Brasil entre 2011 e 2020. Os dados fazem parte de um estudo do Instituto Brasileiro de Economia, da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV), conduzido por Marcel Balassiano. Caso seja confirmado, o resultado será o pior desde os anos 1980, quando os dados começaram a ser compilados pelo FMI.

De acordo com projeções do fundo, o Produto Interno Bruto (PIB) do país teve ter um crescimento médio de apenas 0,9% nesta década – será o pior resultado em 120 anos. Como comparação, o número é bastante modesto em relação ao avanço previsto para os emergentes (4,9%) e para as nações da América Latina e do Caribe (1,7%).

"A situação da economia brasileira é de muita fraqueza. E quando fazemos a comparação com outros países, vemos um quadro muito ruim do Brasil", afirma Balassiano.

Segundo as estatísticas, o Brasil só vai ter um crescimento médio melhor do que o de 18 países. Entre eles, está a Argentina. Portugal, Itália e Grécia também deverão ter resultados piores do que o da economia brasileira.

Confira a lista dos países com crescimentos piores do que o do Brasil publicada no G1:

Micronésia (0,7%)

Argentina (0,6%)

Portugal (0,5%)

Ucrânia (0,2%)

Barbados (0,2%)

Irã (0,2%)

Itália (0,2%)

Dominica (-0,1%)

Trinidade e Tobago (-0,5%)

San Marino (-0,9%)

República Centro-Africana (-1%)

Porto Rico (-1,1%)

Grécia (-1,2%)

Sudão (-1,4%)

Guiné Equatorial (-2,7%)

Iêmen (-3,6%)

Venezuela (-9,0%)

Líbia (-9,6%)

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