“A greve só terminou por uma intervenção militar”, diz sindicalista da Embraer

Marina Sassi explicou à TV 247 como se deu a paralisação dos funcionários da empresa que terminou em violência policial covarde e contou como é a atual situação dos trabalhadores. “Existe um clima de insegurança muito forte dentro da fábrica”, relatou à TV 247. Assista

Marina Sassi
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247 - A sindicalista da Embraer Marina Sassi falou à TV 247 sobre a recente greve dos funcionários das fábricas. Ela denunciou a violência policial exagerada para conter as manifestações e acusou a empresa de intransigência por se negar a conversar com os sindicalistas. A Empresa Brasileira de Aeronáutica foi vendida o início deste ano e a Boeing, empresa compradora, assumirá o comando no início de 2020.

Marina explicou que a greve foi motivada por uma campanha salarial, até porque os funcionários não têm aumento real há quatro anos, e acusou a empresa de retirar a estabilidade dos funcionários. “Existe um clima de insegurança muito forte dentro da fábrica e a gente avalia que a greve que ocorreu agora, obviamente foi por conta da campanha salarial, por uma intransigência da empresa que fala que não quer retirar direitos mas está querendo retirar estabilidade, mas essa insegurança que existe dentro da fábrica com os trabalhadores gera uma insatisfação que acabou levando à mobilização”.

A líder sindical também contou que a intervenção da polícia e até do exército foi a responsável pelo término da greve. Ainda sim, ela deixou claro que a mobilização continua em outros termos. “A greve não terminou por uma falta de iniciativa ou por uma decisão dos trabalhadores, realmente foi uma intervenção militar. A gente achou melhor suspender e continuar a mobilização em outros termos. Tentam passar essa imagem de que o sindicato é truculento, intransigente e antidemocrático, fazem toda essa discussão ideológica com a sociedade mas o que a gente vê é o oposto”.

Inscreva-se na TV 247 e assista à entrevista na íntegra:

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