Ação eleitoral do governo provoca deflação na ‘prévia’. Mesmo assim, roupas, gás, luz e remédios têm alta

Redução do IPCA-15 se concentra, basicamente, nos combustíveis. Comer fora de casa ficou mais caro em setembro

www.brasil247.com - Preços de alimentos exibidos do lado de fora de um supermercado no Rio de Janeiro
Preços de alimentos exibidos do lado de fora de um supermercado no Rio de Janeiro (Foto: REUTERS/Ricardo Moraes)


RBA - Com os preços dos combustíveis em queda, após ação do governo – que antes do período eleitoral dizia não ter como mexer no setor –, a “prévia” da inflação oficial teve nova queda em setembro. Segundo o IBGE, que divulgou os resultados nesta terça-feira (27), o  Índice de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) foi de -0,37% no mês, após registrar -0,73% em agosto. Agora, o indicador soma 4,63% no ano e 7,96% em 12 meses.

Apesar da deflação, apenas três dos nove grupos que compõem o IPCA-15 tiveram queda, que se concentrou nos combustíveis. Vários itens importantes tiveram alta. Foram os casos, entre outros, de gás de botijão, energia, roupas, planos de saúde, remédios e alguns alimentos. 

Roupas mais caras

Assim, entre essas altas, a maior foi do grupo Vestuário: 1,66%, duas vezes mais do que em agosto (0,76%). De acordo com o IBGE, subiram os preços de roupas femininas (1,83%), masculinas (1,78%) e infantis (1,52%). Além desses itens, calçados e acessório tiveram aumento de 1,58% e joias e bijuterias, de 0,98%.

Depois de cair no mês anterior, o grupo Habitação subiu 0,47% neste mês. O instituto apurou aumento do gás de botijão (0,81%), do aluguel residencial (0,72%) e da energia elétrica (0,41%). O gás encanado também subiu (0,30%).

Remédios também aumentam

Já no grupo Saúde e Cuidados Pessoais (0,94% em setembro), o IBGE cita itens de higiene pessoal, com alta de 1,28%, e planos de saúde (1,13%). Os preços dos produtos farmacêuticos subiram 0,81%, representando impacto de 0,03 ponto percentual no índice total deste mês. 

Na outra ponta, a queda no grupo Transportes (-2,35%, bem menos intensa do que os -5,24% de agosto) se deve novamente aos combustíveis. Caíram os preços médios de etanol (-10,10%), gasolina (-9,78%), óleo diesel (-5,40%) e gás veicular (-0,30%). Apenas a gasolina representou impacto de -0,52 ponto no índice.

Nesse mesmo grupo, houve queda ainda no ônibus urbano (-0,08%). Entre as altas, as passagens aéreas, cujo preço havia caído em agosto, agora aumentaram 8,20%. Também subiram itens como seguro de veículo (1,74%), emplacamento e licença (1,71%) e conserto de automóvel (0,62%).

Comer fora está mais caro

Em Alimentação e Bebidas (-0,47%), caíram preços como os do óleo de soja (-6,50%), tomate (-8,04%) e leite longa vida (-12,01%). Apesar disso, o leite ainda acumula alta de 58,19% no ano. E aumentaram os preços da cebola (11,39%), frango em pedaços (1,64%) e frutas (1,33%).

Comer fora ficou mais caro. A alimentação fora do domicílio subiu 0,59%, ante 0,80% em agosto. O lanche aumentou 0,94% e a refeição, 0,36%.

Celular e internet caem

Segundo o IBGE, a queda mais intensa no mês foi do grupo Comunicação (-2,74%). Por influência de itens como planos de telefonia fixa (-6,58%) e móvel (-1,36%), além de pacotes de acesso à internet (-10,57%) e combos de telefonia, internet e TV por assinatura.(-2,72%). Também se registrou redução nos preços dos aparelhos telefônicos (-0,99%).

Nove das 11 áreas pesquisadas tiveram deflação em setembro. O IPCA-15 variou de -0,93% (região metropolitana de Recife) a 0,50% (Belém). O índice teve ainda leve alta na Grande Curitiba (0,03%). Em São Paulo, ficou em -0,44%. No acumulado em 12 meses, a “prévia” vai de 5,87% (Porto Alegre) a 9,72% (Salvador).

O IPCA e o INPC deste mês serão divulgados em 11 de outubro.

Assine o 247, apoie por Pix, inscreva-se na TV 247, no canal Cortes 247 e assista:

O conhecimento liberta. Quero ser membro. Siga-nos no Telegram.

A você que chegou até aqui, agradecemos muito por valorizar nosso conteúdo. Ao contrário da mídia corporativa, o Brasil 247 e a TV 247 se financiam por meio da sua própria comunidade de leitores e telespectadores. Você pode apoiar a TV 247 e o site Brasil 247 de diversas formas. Veja como em brasil247.com/apoio

Apoie o 247

Comentários

Os comentários aqui postados expressam a opinião dos seus autores, responsáveis por seu teor, e não do 247

Cortes 247