Aepet defende retomada do refino pela Petrobrás

Presidente da Associação de Engenheiros da Petrobrás defendeu a retomada da estatal no refino de combustíveis; "A Petrobrás retomou o mercado doméstico de derivados, propiciando custos menores para a população e aumento da lucratividade para Companhia. O lucro operacional do segmento de refino aumentou de US$ 3,8 Bi no 1T18, para US$ 7,2 Bi no 2T18, um aumento acima de 90% na lucratividade, através de preços menores na refinaria e recuperação do mercado", diz o presidente da Aepet

Aepet defende retomada do refino pela Petrobrás
Aepet defende retomada do refino pela Petrobrás

247 - O presidente da Associação dos Engenheiros da Petrobrás (Aepet), Felipe Coutinho, criticou declarações do presidente da Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANP), Decio Odone, em defesa da redução da participação da Petrobrás no refino de petróleo. 

Segundo informação da Agência Estado, Décio Oddone afirmou que provavelmente o prazo para o estudo sobre o monopólio do refino pela Petrobras no Brasil deverá ultrapassar os 60 dias inicialmente estipulados. "Não é decisão política, é decisão técnica. O estudo com o Cade não tem relação com o calendário político, estamos tratando disso no âmbito da lei vigente", disse sem querer entrar em detalhes, segundo a matéria. Já em evento do grupo Lide no Rio, Odone defendeu a política de reajuste de preços da Petrobras e revelou que aguns candidatos à Presidência da República interessados em conversar sobre o setor de óleo e gás. Segundo ele, a ANP já recebeu a visita de Geraldo Alckmin (PSDB).

Em resposta a Odone, Felipe Coutinho apresentou dados que a política de preços vinculados à variação do petróleo e do câmbio, inaugurada por Pedro Parente em 2016, prejudicou tanto a Petrobrás, quanto o consumidor brasileiro. "O diesel caro da estatal encalhou nas refinarias, assim ela perdeu mercado e receita de vendas com a ocupação de até 30% do mercado brasileiro pela cadeia de importação que é multinacional e estrangeira", diz Coutinho. 

Para ele, após a greve dos caminhoneiros, com preços mais baixos para os combustíveis e elevação dos riscos aos importadores, a Petrobrás retomou o mercado doméstico de derivados, propiciando custos menores para a população e aumento da lucratividade para Companhia. "O lucro operacional do segmento de refino aumentou de US$ 3,8 Bi no 1T18, para US$ 7,2 Bi no 2T18, um aumento acima de 90% na lucratividade, através de preços menores na refinaria e recuperação do mercado", diz o presidente da Aepet. 

"Somente a Petrobrás consegue suprir o mercado doméstico de derivados com preços abaixo do mercado internacional e, ainda assim, obter níveis de lucro compatíveis com a indústria, para sustentar uma elevada curva de investimentos, que contribuem diretamente com aumento da renda e dos empregos no país", avalia. 

Leia na íntegra o artigo de Felipe Coutinho. 

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