Ajuste de Temer poupa os 1% mais ricos

Brasileiros que tiveram rendimento anual tributável acima de R$ 316 mil em 2014, ou acima de R$ 26,3 mil brutos por mês, ficaram dentro da fatia dos 1% mais bem remunerados entre os que declararam Imposto de Renda; ao assegurarem reajustes salariais para servidores públicos que estão no grupo do 1% mais rico, o presidente interino Michel Temer e o Congresso Nacional deixam a elite fora do ajuste fiscal; enquanto isso, na vida real, a renda média do brasileiro do setor privado é de R$ 1,1 mil

Brasília - O presidente interino Michel Temer apresenta as primeiras medidas econômicas para reequilibrar as contas do governo (José Cruz/Agência Brasil)
Brasília - O presidente interino Michel Temer apresenta as primeiras medidas econômicas para reequilibrar as contas do governo (José Cruz/Agência Brasil) (Foto: Roberta Namour)

247 – Brasileiros que tiveram rendimento anual tributável acima de R$ 316 mil em 2014, ou acima de R$ 26,3 mil brutos por mês, ficaram dentro da fatia dos 1% mais bem remunerados entre os que declararam Imposto de Renda. Foram, ao todo, 273 mil brasileiros nessa reduzida elite relativa, conforme dados da Receita Federal.

Ao assegurarem reajustes salariais para servidores públicos que estão no grupo do 1% mais rico, o presidente interino Michel Temer e o Congresso Nacional deixam a elite fora do ajuste fiscal.

“Se a sociedade como um todo terá que dividir a conta do rombo fiscal, por que garantir gasto extra de R$ 68 bilhões até 2018 com a elite do funcionalismo público?”, questiona Fernando Torres, no Valor.

“Enquanto isso, na vida real, a renda média do brasileiro do setor privado é de R$ 1,1 mil, o salário mínimo é de R$ 880 e se jura que a única maneira de equilibrar as contas do país é garantir que o piso do INSS fique abaixo disso” - leia aqui.

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