Alíquotas do Imposto de Renda estão defasadas em mais de 80%, diz Dieese

Constatação está no estudo divulgado pelo Dieese, em parceria com o Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas (Ipea) e o Sindifisco; na prática significa que, hoje, os trabalhadores isentos de terem o imposto descontado de seus salários seriam os que recebem até R$ 3.460,50 e não, R$ 1.903,98 como é hoje; à TVT, a coordenadora da pesquisa, Patricia Pelatieri, para aumentar a arrecadação o governo federal penaliza os trabalhadores. Ela explica que, mesmo com os salários corrigidos pela inflação, os trabalhadores acabam tendo seus ganhos defasados

Constatação está no estudo divulgado pelo Dieese, em parceria com o Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas (Ipea) e o Sindifisco; na prática significa que, hoje, os trabalhadores isentos de terem o imposto descontado de seus salários seriam os que recebem até R$ 3.460,50 e não, R$ 1.903,98 como é hoje; à TVT, a coordenadora da pesquisa, Patricia Pelatieri, para aumentar a arrecadação o governo federal penaliza os trabalhadores. Ela explica que, mesmo com os salários corrigidos pela inflação, os trabalhadores acabam tendo seus ganhos defasados
Constatação está no estudo divulgado pelo Dieese, em parceria com o Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas (Ipea) e o Sindifisco; na prática significa que, hoje, os trabalhadores isentos de terem o imposto descontado de seus salários seriam os que recebem até R$ 3.460,50 e não, R$ 1.903,98 como é hoje; à TVT, a coordenadora da pesquisa, Patricia Pelatieri, para aumentar a arrecadação o governo federal penaliza os trabalhadores. Ela explica que, mesmo com os salários corrigidos pela inflação, os trabalhadores acabam tendo seus ganhos defasados (Foto: Aquiles Lins)

Da Rede Brasil Atual - A tabela de alíquotas do imposto de renda está defasada em mais de 83,1%. A constatação está no estudo divulgado pelo Dieese, em parceria com o Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas (Ipea) e o Sindicato dos Auditores Fiscais da Receita Federal (Sindifisco). Na prática significa que, hoje, os trabalhadores isentos de terem o imposto descontado de seus salários seriam os que recebem até R$ 3.460,50 e não, R$ 1.903,98 como é hoje.

De acordo com a economista do Dieese e coordenadora da pesquisa, Patricia Pelatieri, para aumentar a arrecadação o governo federal penaliza os trabalhadores. Ela explica que, mesmo com os salários corrigidos pela inflação, os trabalhadores acabam tendo seus ganhos defasados. "Trabalhador que ganhava no ano passado R$ 1.800 e teve um reajuste (do salário) pela inflação, passou a ganhar R$ 1.914. Ele não pagava imposto de renda, mas porque teve reajuste, ele vai pagar 7,5% de imposto de renda. Então, o salário dele, mesmo com o reajuste que teve, vai passar a ser R$ 1.770", afirma, em entrevista ao repórter Paulo Castilho, da TVT.

Paulo Cayres, secretário-geral da CUT, explica que, além da defasagem do salário, a falta de correção do reajuste da tabela também reduz o valor das deduções do imposto de renda, o que causa ainda mais perdas ao trabalhador. "Dedução por dependente, hoje, está em torno de R$ 2.270, mas se aplicássemos a correção, estaria em torno de R$ 4.300 por dependente."

Patrícia alerta que, para uma distribuição de renda mais justa no Brasil, é essencial repensar a atual política tributária, taxando os ricos e aumentando as faixas de contribuição. "Nós temos quatro faixas, mas propomos mais uma faixa que teria uma alíquota de 30% e uma outra de 35%. Tem a proposta de aumentar a isenção, então você privilegia quem ganha menos e você aumenta para quem ganha mais, como em diversos países do mundo."

 

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