Aloizio Mercadante: reforma da Previdência é socialmente perversa

O ex-ministro se diz "preocupado" com o conteúdo nocivo da reforma da Previdência do governo Bolsonaro; na TV 247, Aloizio Mercadante detalha diversos pontos da proposta e avalia que apenas metade dos brasileiros irá atingir a nova regra de aposentadoria, caso ela seja aprovada pelo Congresso; "E quem conseguir se aposentar, não terá seu salário integral. A reforma é socialmente perversa", condena; assista

Aloizio Mercadante: reforma da Previdência é socialmente perversa
Aloizio Mercadante: reforma da Previdência é socialmente perversa

247 - O ex-ministro Aloizio Mercadante se diz "preocupado" com o conteúdo nocivo presente na reforma da Previdência do governo Bolsonaro. Em seu programa semanal na TV 247, ele denuncia que "o novo modelo é socialmente perverso" e revela que a intenção do ministro da Economia, Paulo Guedes, "é estabelecer um governo de direita, com Estado mínimo, em que todas as políticas públicas serão transformadas em mercadorias". "Quem tem dinheiro bem, quem não tem, passar bem", resume Mercadante. O programa teve a participação também do professor da Unicamp Eduardo Fagnani e do ex-ministro Carlos Gabas.

Modelo inconstitucional  

Mercadante afirma que Bolsonaro está desconstitucionalizando a Previdência. "Eles estão retirando todos as garantias sociais estabelecidas pela Constituição de 1988". "O governo está quebrando a visão de uma Previdência solidária, inter-geracional e irá comprometer profundamente a distribuição de renda no País", completa. 

O ex-ministro ainda salienta que a "proposta do governo não é uma reforma, mas sim um desmonte completo do sistema previdenciário". 

Ele ressalta que "o ministro da Economia, Paulo Guedes, "é extremamente contrário ao Estado de bem estar social" e que, no novo modelo, "idosos e mais pobres pagarão a conta, pois possuem um regime de trabalho mais precário, devido ao desemprego a alta rotatividade".

Ele avalia que apenas metade dos brasileiros irá atingir a nova regra de aposentadoria. "E quem conseguir se aposentar, não terá seu salário integral. A reforma é socialmente perversa", condena. 

Mercadante aponta os principais pontos nocivos da reforma. Entenda:

O novo modelo acaba com a aposentadoria por tempo de serviço, aumenta de 15 para 20 anos a contribuição mínima e aumenta a idade mínima para se aposentar: 65 anos homens e 62 mulheres. 

Quem contribuiu integralmente e se aposentou com a idade mínima, receberá 60% da média salarial de toda a vida profissional.  

Quem não conseguir contribuir os 20 anos, receberá apenas 400 reais a partir dos 70 anos de idade.

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