Anúncio de equipe é confirmado e Bovespa oscila

Anúncio de Joaquim Levy no ministério da Fazenda, Nelson Barbosa no Planejamento e Alexandre Tombini no Banco Central será feito pelo governo na próxima quinta-feira 27; segundo a agência Reuters, Levy assume a Fazenda na segunda-feira seguinte; mercado se animou e Ibovespa abriu em alta, registrando ganhos até o início da tarde, quando virou e começou a cair; índice fechou em leve alta de 0,28%

Anúncio de Joaquim Levy no ministério da Fazenda, Nelson Barbosa no Planejamento e Alexandre Tombini no Banco Central será feito pelo governo na próxima quinta-feira 27; segundo a agência Reuters, Levy assume a Fazenda na segunda-feira seguinte; mercado se animou e Ibovespa abriu em alta, registrando ganhos até o início da tarde, quando virou e começou a cair; índice fechou em leve alta de 0,28%
Anúncio de Joaquim Levy no ministério da Fazenda, Nelson Barbosa no Planejamento e Alexandre Tombini no Banco Central será feito pelo governo na próxima quinta-feira 27; segundo a agência Reuters, Levy assume a Fazenda na segunda-feira seguinte; mercado se animou e Ibovespa abriu em alta, registrando ganhos até o início da tarde, quando virou e começou a cair; índice fechou em leve alta de 0,28% (Foto: Gisele Federicce)

SÃO PAULO - O Ibovespa fechou com leve nesta terça-feira (25) apesar das oscilações das blue chips - as empresas com maior participação no índice. O mercado aguarda a oficialização da nova equipe econômica que enfrentará os desafios do segundo mandato da presidente Dilma Rousseff (PT), o que deve acontecer na quinta-feira. O índice fechou com leve alta de 0,28%, a 55.560 pontos. O mercado segue ainda a divulgação do PIB dos EUA, que registrou alta de 3,9% no terceiro trimestre, acima do esperado. O giro financeiro foi de R$ 8,711 bilhões.

Durante o horário do almoço, após a abertura das bolsas norte-americanas, o benchmark chegou a perder 734 pontos em 1 hora e 50 minutos, mas se recuperou e passou a operar perto da estabilidade durante o resto do pregão. Enquanto isso, o dólar caiu consistentemente 0,47%, interrompendo seu movimento de alta e ficando cotado a R$ 2,5367.

Por aqui, o mercado espera a oficialização do anúncio da nova equipe econômica do atual governo. Na semana passada, foi noticiado que Joaquim Levy será o ministro da Fazenda, Nelson Barbosa o ministro do Planejamento e Alexandre Tombini continuará na presidência do Banco Central. De acordo com o Valor Econômico, os nomes estão confirmados apesar de rumores sobre a resistência do PT contra o nome de Levy por alguns partidários o verem muito ligado à ortodoxia e à política econômica do PSDB.

No noticiário doméstico ainda há a aprovação do projeto que modifica a Lei de Diretrizes Orçamentárias e autoriza ao governo abater dos gastos do ano o total dos investimentos do PAC e das desonerações fiscais. Fica aberta brecha para que o governo não entregue o superávit nas contas fiscais de 1,9% do PIB prometido no começo do ano. Votação efetiva da LDO mantém-se no radar dos investidores.

Destaques

As ações da Petrobras (PETR3; R$ 13,28, -1,12%; PETR4; R$ 14,15, -0,42%), tiveram muita oscilação em meio a inúmeros escândalos que afetam a estatal. Além do superfaturamento em contratos para pagamento de propinas a empresários e políticos, hoje foi divulgado pelo Estado de S. Paulo que uma das filhas do ex-diretor da petroleira, Paulo Roberto Costa realizou negócios de venda de móveis a empresas contratadas pelo companhia usando de informações privilegiadas.

A companhia informou ainda que recebeu notificação da SEC requerendo documentos relativos a uma investigação da empresa iniciada pelo órgão americano. "A subpoena solicita documentos da companhia que serão enviados após um trabalho conjunto com o escritório nacional Trench, Rossi e Watanabe Advogados e com o escritório norte-americano Gibson, Dunn & Crutcher, já contratados pela Petrobras para realizar uma investigação interna independente", informou a estatal em comunicado ao mercado.

Mesmo com tudo isso, um relatório do Citi Research Group elevou a recomendação das ações da empresa para compra. Eles esperam uma recuperação de 25% no preço do papel.

Como anunciado no começo do mês, a carteira MSCI (Morgan Stanley Capital International) exclui hoje as ações de ALL (ALLL3; R$ 6,23, -0,95%), BR Properties (BRPR3; R$ 10,90, -0,73%) e Copasa (CSMG3) de seu índice global. Elas passarão a figurar junto com a Tupy (TUPY3), no índice de Small Caps. Além delas, os papéis de BrasilAgro (AGRO3), Eucatex (EUCA4), Log-In Logística (LOGN3), Profarma (PFRM3), Rodobens (RDNI3), Rossi Residencial (RSID3) e Saraiva (SLED4) foram excluídas da nova carteira do índice MSCI Small Caps.

As ações da JBS (JBSS3; R$ 11,97, -0,33%) foram pouco afetadas pela suspensão do tão esperado IPO da JBS Foods pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM). De acordo com a CVM, a decisão foi tomada em virtude declarações do presidente da JBS, Wesley Batista, à imprensa. A suspensão poderá ser revogada, dentro do prazo indicado, "se a irregularidade apontada for devidamente corrigida" segundo a autoridade.

No setor das elétricas, duas notícias movimentaram o mercado. A primeira, é a redução do teto do preço da energia no curto prazo dos atuais R$ 822,83 por megawatt/hora para R$ 388,48 MWh. A medida é para ajudar a reduzir o rombo das distribuidoras que têm sido obrigadas a comprar energia neste mercado, no qual ela é mais cara. Ações de Cemig (CMIG4; R$ 13,85, +5,32%) e Eletrobras (ELET3; R$ 6,11, +0,49%; ELET6; R$ 7,80, +1,17%) subiram. Eletropaulo (ELPL4; R$ 8,78, -3,41%) teve uma das maiores quedas do índice depois de forte sequência de altas.

A segunda é que, segundo o diretor-geral do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), Hermes Chipp, o Brasil não precisará de muita chuva para garantir o fornecimento de energia elétrica em 2015 apesar da estiagem deste ano. Ontem, o economista chefe para a América Latina disse que um racionamento em 2015 poderia acarretar em uma queda de um a dois pontos percentuais no crescimento do PIB. Papéis do setor elétrico devem repercutir as declarações.

Abaixo, reportagem da agência Reuters sobre a confirmação do anúncio da equipe econômica para quinta-feira:

Por Luciana Otoni

BRASÍLIA (Reuters) - A presidente Dilma Rousseff fará na quinta-feira o anúncio de alguns novos ministros, incluindo Joaquim Levy para a Fazenda, cujo cargo assumirá já na próxima segunda-feira, disse à Reuters uma fonte do governo com conhecimento sobre o assunto.

"A presidente fará o anúncio de um conjunto de ministros na quinta-feira e o desenho da equipe econômica até o momento é de Joaquim Levy para o Ministério da Fazenda", disse a fonte.

Segundo a fonte, que pediu anonimato, Dilma quer a troca imediata de comando no Ministério da Fazenda e prepara a posse de Levy para a segunda-feira.

Esse movimento deve trazer algum alívio para os agentes econômicos, que têm criticado a condução da atual política econômica, com baixo crescimento, inflação elevada e debilidade fiscal.

Assim, o último dia útil do atual ministro da Fazenda, Guido Mantega, será sexta-feira, quando saem os dados sobre o Produto Interno Bruto (PIB) do terceiro trimestre, números que ele costuma comentar em entrevistas coletivas.

Procurada, a assessoria de imprensa do Ministério da Fazenda não comentou o assunto.

Um jornalista da Reuters viu nesta manhã Levy chegando ao Palácio do Planalto, mas sem informações com quem ele estaria reunido. Mantega também esteve no Planalto, com a presidente Dilma. Mas, segundo uma outra fonte, Levy não teria participado desse encontro.

A fonte do governo disse ainda que, além de Levy na Fazenda, está sendo preparado o anúncio de Nelson Barbosa para o Ministério do Planejamento e da permanência de Alexandre Tombini à frente do Banco Central.

A presidente também anunciará Armando Monteiro Neto para a pasta do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior e Kátia Abreu para o Ministério da Agricultura.

Também serão divulgados os nomes de Miguel Rossetto para a Secretaria-Geral, no lugar de Gilberto Carvalho, e do atual presidente do Incra, Carlos Mário Guedes de Guedes, para o Ministério do Desenvolvimento Agrário.

A fonte disse que a troca imediata de ministros estará restrita ao Ministério da Fazenda, não abrangendo as demais pastas.

(Reportagem adicional de Jeferson Ribeiro)

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