Ao contrário de Bolsonaro, OCDE cobra confinamento no Brasil

“O governo central (federal) deveria assumir firmemente a dianteira no enfrentamento e contenção à covid-19 e tomar medidas apropriadas de confinamento”, destaca um documento da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE)

(Foto: Reprodução | Marcos Corrêa/PR)
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247 - A Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), grupo de países ao qual o Brasil pretende aderir, elaborou um documento pedindo ao governo Jair Bolsonaro que “assuma firmemente a dianteira” no combate ao coronavírus e adote “medidas apropriadas de confinamento” para conter o avanço da pandemia no país. Diferentemente do que recomendam autoridades de Saúde, o ocupante do Planalto tem pedido para voltarem ao trabalho e defende apenas o isolamento vertical, válido para idosos e para pessoas com doenças preexistentes. 

“O governo central (federal) deveria assumir firmemente a dianteira no enfrentamento e contenção à covid-19 e tomar medidas apropriadas de confinamento, seguindo aquelas implementadas por administrações estaduais e municipais”, destaca um trecho do documento, publicado no jornal Valor Econômico

“A epidemia está se espalhando rapidamente e há sérias preocupações sobre a capacidade de leitos hospitalares em Unidades de Terapia Intensiva”, continua.

De acordo com o texto, “o governo central tem sido reticente em tomar medidas de ‘lock down’”. “Em contraste, administrações estaduais e municípios têm tomado medidas como fechamento de lojas, escolas e praias, além do cancelamento de eventos públicos”, acrescenta o documento.

A OCDE afirma que o gasto extra com programas de transferência de renda é “urgentemente” necessário. “Períodos longos de confinamento podem deixar especialmente trabalhadores informais sem nenhuma fonte de renda, eventualmente levando-os a uma escolha terrível entre violar o confinamento em busca de trabalho ou sofrer com a falta de comida”, destaca o documento. 

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