Ao se posicionar contra investimento público, Guedes diz: 'Lula e Dilma fizeram'

'É bonito isso, mas isso é o que o Lula, o que a Dilma tão fazendo há 30 anos. Se a gente quiser acabar igual a Dilma, a gente segue esse caminho", disse o ministro da Economia, Paulo Guedes, criticando a proposta de investimento público para recuperar a economia

Ministro da Economia, Paulo Guedes, em Brasília
27/04/2020 REUTERS/Ueslei Marcelino
Ministro da Economia, Paulo Guedes, em Brasília 27/04/2020 REUTERS/Ueslei Marcelino (Foto: REUTERS/Ueslei Marcelino)
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247 - No vídeo da reunião, o ministro da Economia, Paulo Guedes, repeliu investimento público em recuperação: 'Lula e Dilma fizeram', reconheceu o ministro, que defende investimentos privados para a reconstrução econômica.

"Que que nós conseguimos fazer? Nós sinalizamos o contrário. Nós desalavancamos banco público, reduzimos endividamento, baixamos juros e o Brasil ia começar a voar. Então se agente lançar agora um plano, é... Todo o discurso é conhecido: 'acabar com as desigualdades regionais', Marinho, claro, está lá, são as digitais dele. É bi ... É bonito isso, mas isso é o que o Lula, o que a Dilma tão fazendo há 30 anos. Se a gente quiser acabar igual a Dilma, a gente segue esse caminho", disse ele, criticando a proposta apresentada pelo general Braga Neto, ministro-chefe da Casa Civil, que apresentou o chamado Pró-Brasil, plano para unir ações ministeriais para a recuperação econômica.

"Voltar uma agenda de 30 anos atrás, que é investimentos públicos financiados pelo governo, isso foi o que a Dilma fez 30 anos. Então tá cheio de gente pensando nessa eleição agora, e botando coisa na p ... Na cabeça do ... do ... De todo mundo aqui dentro, que são governadores querendo fazer a festa, são às vezes ministros querendo aparecer, tem de tudo. E todo mundo vem aqui: 'vamos crescer, agora temos que crescer, tem que ter a resposta imediata, porque o governo vai gastar'. O governo quebrou! O governo quebrou! Em todos os níveis. Prefeitura, governador e governo federal", disse.

Guedes ainda fez um ataque velado à China ao insinuar que o país asiático seria responsável pela pandemia e, por isso, deveria financiar um plano para a reconstrução econômica mundial após a pandemia do novo coronavírus.

"Então, quando se falou em Plano Marshall, Pró-Brasil é um nome espetacular. Dez, mil. Plano Marshall é um desastre. Eu...Revela despreparo nosso. Plano Marshall, por exemplo, os Estados Unidos podem fazer um Plano Marshall para nos ajudar. A China (TRECHO EM SIGILO) deveria financiar um Plano Marshall para ajudar todo mundo que foi atingido. Então a primeira inadequação, a gente tem que tomar muito cuidado é o seguinte, é o plano Pró-Brasil", disse o ministro.

Guedes defendeu que se o governo se afastasse do "caminho desenvolvimentistas" e reequilibrasse contas, contendo o excesso de gastos públicos, as chances de reeleição de Jair Bolsonaro em 2022 seriam maiores.

"Então, eu acho um discurso bom, mas nós temos que tomar cuidado e reequilibrar as coisas. Não pode ministro para querer ter um papel preponderante esse ano destruir a candidatura do presidente, que vai ser reeleito se nós seguirmos o plano das reformas estruturantes originais. Então eu tenho que dar esse recado, nós vamos estar à disposição, nós vamos ajudar tudo, mas nós não podemos nos iludir", disse.

"O caminho desenvolvimentista foi seguido, o Brasil quebrou por isso, o Brasil estagnou. A economia foi corrompi... A política foi corrompida, a economia estagnou através do excesso de gastos públicos. Então achar agora que você pode se levantar pelo suspensório, como é que um governo quebrado vai investir, vai fazer grandes investimentos públicos? Tarcísio (Gomes de Freitas, ministro da Infraestrutura) sabe disso, conversamos sempre. Tarcísio sabe."

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