Apoiadores de Bolsonaro veem sinais de desânimo em empresários

Empresários que estavam otimistas com o governo ultraneoliberal de Jair Bolsonaro começam a fazer um desembarque de forma silenciosa. Estimativas de crescimento para 2019 seguem não passam de 1% e as projeções para 2020 caíram

Com economia em queda, governo vai cortar estimativa do PIB e mudar divulgação
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247 - Lideranças que ajudaram Jair Bolsonaro a ser eleito começam a narrar um sentimento de desembarque de empresários decepcionados com a falta de reação da economia. A informação é da coluna Painel. Mas a saída é silenciosa, ou seja, sem manifestações públicas de desgosto. 

Em nove meses de governo, Jair Bolsonaro e o seu ministro Paulo Guedes (Economia) não apresentaram algum plano para retomar o consumo, a geração de empregos e a expansão do Produto Interno Bruto (PIB). Atualmente, a taxa de desemprego está em 11,8% no trimestre finalizado em julho deste ano, de acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). São mais de 12 milhões de desempregados. 

As estimativas de crescimento do PIB para 2019 continuam abaixo de 1%. Para 2020, a pesquisa semanal Focus, do Banco Central, divulgada na última segunda-feira (16), apontou que as projeções do mercado para o crescimento da economia brasileira voltou a cair, de 2,07% para 2,00%.

O governo adota uam agenda baseada no corte de direitos, de investimentos e entrega de setores estratégicos para estrangeiros. O argumento é o de que o estado está quebrado e é preciso enxugar custos. A gestão aposta na Reforma da Previdência para gerar empregos, porém sem um mercado consumidor aquecido, no entanto, fica difícil atrair investidores. 



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