Após afundar a economia e suprimir direitos, governo Bolsonaro quer criar "marca social"

Com o aprofundamento da crise econômica e em meio à supressão de direitos sociais e trabalhistas, o governo Jair Bolsonaro quer construir uma marca social própria e para isso colocou o Bolsa Família, criado há 15 anos pelo governo do ex-presidente Lula, como foco de uma reestruturação. Projeto envolve o corte de benefícios , como deduções do Imposto de Renda e o abono salarial, para ampliar a cobertura do programa, que alcança cerca de 13,8 milhões de famílias

Sem ter o que mostrar em 3 meses de governo, Bolsonaro ataca o Bolsa Família
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247 - Com o aprofundamento da crise econômica e em meio à supressão de direitos sociais e trabalhistas, o governo Jair Bolsonaro quer construir uma marca social própria e para isso colocou o Bolsa Família, criado há 15 anos pelo governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e que é reconhecido mundialmente, como foco de uma reestruturação.

Segundo reportagem do jornal O Globo, o projeto – encomendado ao Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) - envolve o corte de benefícios para a parcela da população que possui renda mais alta, como deduções do Imposto de Renda e o abono salarial, para ampliar a cobertura do programa, que alcança cerca de 13,8 milhões de famílias. Também está prevista a criação de uma espécie de benefício universal para crianças e adolescentes. 

O estudo em andamento pelo Ipea prevê a unificação de quatro benefícios que alcançam 80 milhões de pessoas (Bolsa Família, salário-família, abono salarial e dedução de dependentes no IR) que custariam R$ 52 bilhões anuais. Segundo membros do Ministério da Economia, a nova “marca social” do governo Bolsonaro elevaria o total de beneficiários para 92 milhões, com um custo equivalente ao atual. 

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