Após o golpe, Brasil viveu seu êxodo extemporâneo

Um novo perfil de eleitor aponta no horizonte da terra devastada que se tornou o Brasil: o eleitor do exterior; o país viveu um verdadeiro êxodo com o golpe e o número de eleitores no estrangeiro é o termômetro deste fenômeno: aumentou 41%

Após o golpe, Brasil viveu seu êxodo extemporâneo
Após o golpe, Brasil viveu seu êxodo extemporâneo

247 – Um novo perfil de eleitor aponta no horizonte da terra devastada que se tornou o Brasil: o eleitor do exterior. O país viveu um verdadeiro êxodo com o golpe e o número de eleitores no estrangeiro é o termômetro deste fenômeno: aumentou 41%.

“Eliane Bacelo, 55, não vota há 28 anos, desde que emigrou com a família do Rio de Janeiro para os Estados Unidos, primeiro para Nova York e depois para Fort Lauderdale, cidade ao norte de Miami, na Flórida. Ela conta que não se achava no direito de opinar, por viver em outro país. Neste ano, preocupada com o que chama de caos no Brasil, mudou de ideia. Regularizou o título, assim como o marido. O casal faz parte dos 500.729 mil eleitores brasileiros no exterior que estão aptos para votar nas eleições presidenciais deste ano, de acordo com dados do cartório da zona eleitoral do exterior do TRE-DF, responsável pelo atendimento de todos os eleitores domiciliados fora do país.


O número é semelhante ao eleitorado de São José dos Campos, no interior paulista, que tem cerca de 509 mil eleitores. Comparado a 2014, quando eram 354.184 mil eleitores fora do país, o crescimento foi de 41%. Juliana Bandeira, chefe do cartório, informa que apenas em 2018 foram processadas mais de 77 mil solicitações de alistamento ou transferência eleitoral por meio do sistema Título Net Exterior. Para o professor de relações exteriores da UERJ Maurício Santoro um crescimento expressivo do eleitorado fora do país pode ser reflexo do aumento de brasileiros no exterior e da preocupação com o cenário do país.”

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