Artilharia do BC despeja US$ 1 bi e derruba dólar

Para conter a alta do dólar, Banco Central oferece US$ 1 bilhão em leilões ao mercado ao preço de R$ 2, 3992 cada um; tática divulgada antecipadamente é aplicada e, para desespero dos pessimistas, funciona e derruba pelo segundo dia consecutivo a cotação da moeda americana, que fechou a R$ 2,368; a cada dia, governo vai oferecer US$ 500 milhões das reservas internacionais, com contrato de recompra; às sextas, o dobro; Alexandre Tombini e Guido Mantega se reuniram com presidente Dilma para definir procedimento de guerra

Para conter a alta do dólar, Banco Central oferece US$ 1 bilhão em leilões ao mercado ao preço de R$ 2, 3992 cada um; tática divulgada antecipadamente é aplicada e, para desespero dos pessimistas, funciona e derruba pelo segundo dia consecutivo a cotação da moeda americana, que fechou a R$ 2,368; a cada dia, governo vai oferecer US$ 500 milhões das reservas internacionais, com contrato de recompra; às sextas, o dobro; Alexandre Tombini e Guido Mantega se reuniram com presidente Dilma para definir procedimento de guerra
Para conter a alta do dólar, Banco Central oferece US$ 1 bilhão em leilões ao mercado ao preço de R$ 2, 3992 cada um; tática divulgada antecipadamente é aplicada e, para desespero dos pessimistas, funciona e derruba pelo segundo dia consecutivo a cotação da moeda americana, que fechou a R$ 2,368; a cada dia, governo vai oferecer US$ 500 milhões das reservas internacionais, com contrato de recompra; às sextas, o dobro; Alexandre Tombini e Guido Mantega se reuniram com presidente Dilma para definir procedimento de guerra (Foto: Marco Damiani)
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Kelly Oliveira

Repórter da Agência Brasil

A estratégia do Banco Central (BC), de adotar leilões diários no mercado de câmbio para oferecer liquidez ao mercado, freou o ímpeto dos investidores, que vinham comprando dólares nos últimos dias. Pelo segundo dia consecutivo, a cotação da moeda americana está em queda. Depois de cair 0,78% ontem (22), o dólar registrava, às 15h30 de hoje (23), queda de 2,37%, cotada a R$ 2,368.

A inversão na cotação cambial deu-se depois que o dólar chegou a R$ 2,45 na última quarta-feira (21), o que levou o Banco Central a anunciar a venda de US$ 4 bilhões, ontem (22), em operações com compromisso de recompra futura. A tática deu certo e, com o mercado mais irrigado de dólares, o BC reforçou a estratégia ao anunciar, depois do fechamento do mercado, que leiloará mais US$ 60 milhões das reservas internacionais até o fim do ano.

A ideia é continuar com os leilões diários de US$ 500 milhões em swaps cambiais (venda de dólares no mercado futuro) de segunda a quinta-feira e, às sextas-feiras, oferecer US$ 1 bilhão em leilões de venda direta, com recompra futura. O primeiro deles foi feito hoje, reforçando a oferta da véspera. O BC não informou, porém, quanto conseguiu vender nos dois dias. Isso só será conhecido quarta-feira (28), dia em que o BC costuma divulgar o fluxo cambial até o encerramento da semana anterior.
Edição: Nádia Franco

BC começou hoje programa de leilões de venda dólares a bancos

23/08/2013

Kelly Oliveira
Repórter da Agência Brasil

O Banco Central (BC) fez hoje (23) mais empréstimos das reservas internacionais às instituições financeiras. O leilão de venda direta de dólares das reservas foi feito com compromisso de recompra futura pelo BC.

A oferta chegou a US$ 1 bilhão, mas o valor emprestado só será divulgado pelo BC nos próximos dias. A taxa de câmbio usada para a venda de dólares pelo BC ficou em R$ 2,3992. A operação de venda será liquida na terça-feira (27). A liquidação da operação de compra ocorre no dia 2 de janeiro de 2014. A taxa de corte ficou em R$ 2,4651.

O BC tem feito essas operações e os leilões de swap cambial tradicional, equivalentes à venda de dólares no mercado futuro, para tentar suavizar a alta do dólar. Uma vez que se houver mais dólares no mercado, a tendência é a cotação baixar. Ontem (22), a moeda americana fechou o dia cotada a R$ 2,4320, com queda de 0,78%.

O objetivo dos leilões que começaram nesta sexta-feira é promover hedge (proteção a risco) cambial aos agentes econômicos e liquidez (dólares disponíveis). O BC informou ontem ao mercado que fará leilões de swap de segunda a quinta-feira, com oferta de US$ 500 milhões por dia. Às sextas-feiras, será oferecido ao mercado o crédito de até US$ 1 bilhão, por meio dos leilões de venda com compromisso de recompra.

Segundo o BC, esse programa se estenderá, pelo menos, até 31 de dezembro de 2013, e pode totalizar US$ 60 bilhões. O BC informou ainda que poderá realizar operações adicionais, se julgar apropriado.

Edição: Talita Cavalcante

Anúncio prévio de injeção diária de dólares ajuda a reduzir oscilações, diz BC

23/08/2013

Kelly Oliveira
Repórter da Agência Brasil

Brasília – O anúncio prévio da injeção diária de dólares no mercado de câmbio contribui para reduzir as fortes oscilações da moeda, disse o chefe do Departamento Econômico do Banco Central (BC), Tulio Maciel.

Hoje (23) o BC iniciou o programa de leilões de venda de dólares, anunciado ontem (22). Esse anúncio prévio da atuação do BC é pouco usual. O objetivo da instituição é promover hedge (proteção a risco) cambial aos agentes econômicos e liquidez (dólares disponíveis).

O Banco Central informou ontem ao mercado que fará leilões de swap cambial, equivalente à venda de dólares no mercado futuro, de segunda a quinta-feira, com oferta de US$ 500 milhões por dia. Às sextas-feiras, será oferecido ao mercado o crédito de até US$ 1 bilhão, por meio dos leilões de venda com compromisso de recompra. Hoje foi feito o primeiro leilão dessa programação.

Segundo o BC, esse programa se estenderá, pelo menos, até 31 de dezembro de 2013, e pode totalizar US$ 60 bilhões. A autoridade monetária informou ainda que poderá fazer operações adicionais, se julgar apropriado.

"O anúncio prévio contribui para que os agentes tenham um horizonte de planejamento e para reduzir a volatilidade [oscilações da cotação] do câmbio", disse Túlio Maciel.

Ele reforçou que o BC vai assegurar a proteção ao risco cambial às empresas com dívidas em dólar e liquidez (dólares disponíveis) ao mercado de câmbio.

O programa de leilões anunciado ontem pelo BC lembra o período de tensão pré-eleitoral, em 2002. Naquele ano, o BC fez intervenções diariamente chamadas de "rações diárias" no mercado.

A alta da moeda no país é reflexo da intenção do Federal Reserve (Fed), o Banco Central dos Estados Unidos, de reduzir os estímulos monetários. Na ata da reunião de julho do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês), o Fed informou, no último dia 21, que pretende reduzir o programa de compras de títulos públicos (que injetam dólares na economia mundial) ainda este ano e acabar com os estímulos monetários até meados de 2014.

O Fed poderá aumentar os juros e diminuir as injeções de dólares na economia global, caso o emprego e a produção nos Estados Unidos mantenham o ritmo de crescimento e afastem os sinais da crise econômica iniciada há cinco anos. Se a ajuda diminuir, o volume de dólares em circulação cai, aumentando o preço da moeda em todo o mundo.

Além desses leilões feitos pelo Banco Central, nos últimos meses, o governo brasileiro tem adotado medidas para conter a valorização do dólar. O BC retirou parte do compulsório sobre as apostas de que o dólar vai cair e eliminou restrições de prazos para que os exportadores financiem antecipações de pagamentos.

A equipe econômica também retirou barreiras à entrada de capitais estrangeiros no país. O Ministério da Fazenda zerou o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) para os estrangeiros que aplicam em renda fixa no Brasil. Desde outubro de 2010, a alíquota em vigor era 6%. A venda de moeda estrangeira no mercado futuro também ficou isenta de IOF.

Edição: Juliana Andrade

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