Auditores fiscais sobre a "nova política" de Bolsonaro: quer proteger políticos

Associações de auditores fiscais avaliam que a interferência de Jair Bolsonaro na Receita Federal tem como objetivo de limitar a atuação sobre políticos. O secretário especial da Receita, Marcos Cintra, já havia sinalizado que o governo pode trocar toda a cúpula do órgão

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247 - Associações de auditores fiscais avaliam que a interferência de Jair Bolsonaro na Receita Federal tem como objetivo de limitar a atuação sobre políticos. O secretário especial da Receita, Marcos Cintra, já havia sinalizado que o governo pode trocar toda a cúpula do órgão.

O senador Flávio Bolsonaro (PSL), filho do ocupante do Planalto, está enrolado com movimentações financeiras milionárias e atípicas identificadas pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), o que preocupado o seu pai. 

De acordo com o presidente do Sindifisco (sindicato nacional dos auditores fiscais da Receita), Kleber Cabral, o uso de posições de influência, deputados e empresários. para forçar uma troca de cargo no órgão sempre existiu.

"Mas o ministro [da Economia] ou o próprio presidente têm que segurar a pressão. A pior notícia é que a pressão vem do presidente. A existência de pressão é quase rotina. O que é estranho é a pressão se concretizar de forma escancarada", afirma. Seu relato foi publicado no jornal Folha de S.Paulo.

O governo Bolsonaro também estuda mudanças na estrutura do órgão, que poderia ser fatiado e ter regras flexibilizadas para que funções de chefia possam ser ocupadas por indicações políticas.

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