Bancos emitirão extratos de poupança nova e antiga

Medida Provisria com regras para a caderneta vale a partir desta sexta 4; depositantes tero direito a receber comprovantes de rendimentos separados: um pelo dinheiro depositado at ontem e outro sobre as aplicaes feitas a partir de agora; correo tende a ser menor

Bancos emitirão extratos de poupança nova e antiga
Bancos emitirão extratos de poupança nova e antiga (Foto: FABIO RODRIGUES-POZZEBOM/Agência Brasil)

247 – Publicada hoje no Diário Oficial, a Medida Provisória editada pelo governo federal com o novo modelo de remuneração da caderneta de poupança estabelece a obrigação, pelos bancos, de informar os depositantes sobre saldos e rendimentos pelo sistema encerrado na quinta-feira 3 e, em separado, a respeito dos depósitos feitos a partir desta sexta 4.

As instituições têm 30 dias para se adaptarem à norma. Agora, as aplicações em poupança passarão a ser remuneradas em 70% da Selic, a taxa básica de juros, toda vez que esse índice for de 8,5% ao ano ou menor. Atualmente, a Selic é de 9%, o que leva os depósitos novos e antigos a serem remunerados em 0,5% ao ano mais TR. A expectativa é a de que o Comitê de Política Monetária do Banco Central baixe a Selic para 8,5% ou menos já em sua próxima reunião, o que levaria as novas regras de remuneração a ganharem vigência efetiva.

Com maioria no Congresso, e diante da boa receptividade inicial às mudanças apresentadas pelo ministro Guido Mantega, da Fazenda, em entrevista coletiva, o governo não acredita em problemas na aprovação da MP. O argumento de que a nova poupança abrirá caminho para novos cortes nos juros foi assimilado pelo mercado, que vê a retirada de uma “trava” para a ação de baixa do Copom. A menor remuneração da poupança, nas previsões do governo, irá obrigar os grandes bancos a tirarem recursos da chamada zona de conforto, aquela em que, na tesouraria, o dinheiro fica guardado sendo remunerado automaticamente em 0,5% ao ano mais TR.

Com a previsão de menor remuneração, acredita-se que os bancos irão optar por usar mais recursos na oferta de crédito, procurando fazer mais negócios de financiamentos com seus clientes. Neste sentido, a nova poupança deve estimular a destinação de mais crédito para o setor imobiliário, com oferta de recursos renovada e taxas mais camaradas para os tomadores. Explicada em mais detalhes, nesta sexta 5, pelo ministro Mantega, a mudança da poupança já vai sendo vista como uma manobra “engenhosa” do governo. Com ela, a presidente Dilma Rousseff espera carimbar em si própria a marca de derrubadora dos juros no Brasil.

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