Bancos: R$ 35 bi de lucro no primeiro semestre, mais que o Bolsa Família

O lucro combinado de Itaú Unibanco, Banco do Brasil, Bradesco e Santander Brasil deve ficar R$ 35,4 bilhões na primeira metade do ano -o orçamento do Bolsa Família para 2018 é de R$ 28,7 bilhões; enquanto o lucro dos bancos vai para o bolso dos acionistas, em especial das famílias controladoras, o Bolsa Família sustenta 21% da população (mais de 40 milhões de pessoas)

Bancos: R$ 35 bi de lucro no primeiro semestre, mais que o Bolsa Família
Bancos: R$ 35 bi de lucro no primeiro semestre, mais que o Bolsa Família

247 - Enquanto o desemprego devasta o país, com 14 milhões de pessoas sem trabalho e as famílias apertam os cintos, os bancos continuam nadando de braçada. O lucro combinado de Itaú Unibanco, Banco do Brasil, Bradesco e Santander Brasil deve ficar em R$ 18,031 bilhões, no segundo trimestre do ano, de acordo com a média de projeções de analistas consultados pelo Valor. Isso significa uma alta de 13,5% em relação ao obtido entre abril e junho do ano passado. No primeiro trimestre, o resultado combinado das quatro maiores instituições foi de R$ 17,4 bilhões, uma alta de 11,4% em 12 meses. Isso significa que o lucro dos bancos alcançou R$ 35,4 bilhões na primeira metade do ano -o orçamento do Bolsa Família para 2018 é de R$ 28,7 bilhões.

Enquanto o lucro dos bancos é distribuído para um punhado de acionistas, especialmente as famílias controladores, no caso do bancos privados, os recursos do Bolsa Família são responsáveis por sustentar mais de 40 milhões de pessoas (21% dos habitantes do Brasil), segundo dados oficiais do Ministério do Desenvolvimento Social (MDS). Mantido o ritmo no segundo semestre, os bancos irão de apropriar de mais de U$ 70 bilhões, duas vezes e meia o valor do Bolsa Família.

Uma parte expressiva dos resultados advém dos juros escorchantes cobrados das pessoas, com spreads (margem de lucro) sem comparação no mundo. Desde os primeiros três meses deste ano, os bancos começaram a incentivar as pessoas a se endividarem e essa tendência deve se acelerar na nova safra de resultados, apontam analistas do Goldman Sachs.

Ao contrário do que dizem porta-vozes das empresas industriais e comerciais, a expectativa no setor financeiro é que o impacto da greve dos caminhoneiros se mostre pontual e muito pequeno nos resultados. Segundo o Credit Suisse, a greve não deve ser suficiente para desacelerar o crédito.

 

 

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