Bernardo adia decisão sobre Vivo e TIM

O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, disse nesta terça-feira que uma decisão final do governo brasileiro sobre a participação da Telefónica, controladora da Vivo, na TIM Participações só ocorrerá após o desenrolar da questão na Itália; "A verdade é que enquanto não decidirem isso na Itália não vão decidir nada aqui", afirmou

Bernardo adia decisão sobre Vivo e TIM
Bernardo adia decisão sobre Vivo e TIM (Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom/Abr)
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BRASÍLIA, 17 Dez (Reuters) - O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, disse nesta terça-feira que uma decisão final do governo brasileiro sobre a participação da Telefónica na TIM Participações só ocorrerá após o desenrolar da questão na Itália.

"A verdade é que enquanto não decidirem isso na Itália não vão decidir nada aqui", disse.

As discussões sobre o futuro da TIM cresceram desde que a Telefónica, dona da Vivo, anunciou em setembro que estava aumentando a participação na Telecom Italia, que controla a TIM, num negócio em que poderá levar ao controle da empresa.

Bernardo avaliou que o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) já havia mostrado seu parecer a respeito ao impor a assinatura do termo de compromisso pelas empresas em 2010 para permitir a entrada da Telefónica no capital da Telecom Italia. No acordo, a Telefónica prometeu se abster de participar nas decisões estratégicas da TIM.

O Cade decidiu no começo do mês que os dois grupos de telefonia móvel devem se manter independentes, para não comprometer a concorrência no mercado brasileiro. O órgão antitruste determinou que a Telefónica se desfaça da sua posição direta ou indireta na TIM ou busque um sócio para compartilhar o controle da Vivo.

Bernardo não descartou o fatiamento da TIM como alternativa para o caso, mas foi cauteloso ao admitir essa possibilidade.

"Precisa saber como seria feito isso; se a Telefónica não pode tomar decisões sobre a TIM, como ela vai discutir esse fatiamento?", reiterou o ministro a jornalistas.

Segundo ele, a venda da TIM a uma da outras três grandes operadoras de telefonia no Brasil não é uma opção viável para o governo.

(Reportagem de Nestor Rabello)

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