Bolsa se recupera e sobe 1,93% na quinta-feira

Ibovespa volta aos 60 mil pontos com dia de euforia nos mercados mundiais; europeus anunciam o segundo plano de resgate da Grcia

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Marco Damiani e Márcio Kroehn_247 - O Ibovespa recuperou as perdas dos últimos dias e fechou em alta de 1,93% nesta quinta-feira 21, aos 60.262 pontos. O bom desempenho é resultado da aprovação do pacote de resgate à Grécia. Ao longo de todo o dia, os principais líderes europeus estiveram reunidos em Bruxelas para assinar o cheque bilionário para os gregos (veja matéria completa aqui). Os bons resultados corporativos nos EUA e o possível acordo para evitar o calote da dívida americana também animaram os investidores. Nos EUA, Dow Jones fechou com ganhos de 1,21%, Nasdaq, 0,72% e S&P500, 1,35%.

O desempenho das ações no Brasil surpreendeu. As construtoras Gafisa, Rossi e MRV subiram 7,60%, 6,75% e 6,18%, respectivamente, com a sinalização do Banco Central de que o ciclo de alta dos juros terminou. Entre as baixas, Natura perdeu 4,23% após a divulgação dos resultados, que desagradou os acionistas. Hypermarcas e Light caíram 3,30% e 1,03%.

FINAL DA TARDE - As bolsas europeias confirmaram o bom dia de negócios para o mercado de ações. Espanha fechou a quinta-feira em alta de 2,93%, França com ganhos de 1,66% e Inglaterra e Alemanha, 0,79% e 0,95%. Após o fechamento da bolsa, a Europa anunciou a aprovação para o segundo plano de resgate da Grécia.

No Brasil, a bolsa segue rumo à recuperação: às 16h40, a alta era de 2,08%.

MEIO DA TARDE - A bolsa brasileira segue em recuperação. Às 14h30, os ganhos chegaram a 2,05%, a maior alta do dia até o momento. A indicação do Copom de que o ciclo de alta dos juros está no fikm beneficiou as construtoras: MRV, Cyrela, Rossi e Gafisa ganham mais de 5% no dia.

Na Europa, as principais bolsas caminham para fechar os negócios com ganhos. Espanha com valorização de quase 3% e França com ganhos acima de 1,6% são destaque. Inglaterra e Alemanha operam próximas a 1%.

TARDE - O Ibovespa surfa bem nas notícias positivas do exterior e sobe 1,70% às 13 horas. Com essa alta, o principal índice da bolsa brasileira voltou aos 60 mil pontos: 60.124 pontos. Todas as nuvens negras que prejudicavam o mercado acionário estão se dissipando. Na Europa, a solução para a crise na Grécia parece que está mais próxima, inclusive com um projeto de "calote parcelado" da dívida do país. Nos EUA, o governa está próximo de aceitar uma solução parcial para o aumento do teto do endividamento americano, o que afasta o risco de calote.

O dia está tão bom para as ações que apenas quatro estão em baixa dentro do Ibovespa, às 13 horas: Natura, Ambev, All e Ultrapar. As imobiliárias Gafisa, Rossi e Cyrela ganham mais de 5% no dia.

MANHÃ - O pregão da BM&FBovespa começou o dia positivo, com o Ibovespa em alta de 0,27%, aos 59.280 pontos. Na primeira hora do leilão, uma boa surpresa: o movimento se acelerou e o alta chegou a 1,73%, aos 60.144 pontos. As notícias sobre o acordo prévio para a dívida grega a ser discutido pelas lideranças da Zona do Euro, na reunião decisiva de Bruxelas, hoje, vão no sentido de uma solução para o problema. Essa disposição das lideranças políticas da região abre novos rumos para um final sem traumas para as dívidas da Itália, Espanha e Irlanda. Nos EUA, também existem sinais positivos para uma solução, mesmo que de curto prazo, para a elevação do teto limite de endividamento do Tesouro. Esse caldo é suficiente para uma trégua ao mercado acionário. A Bolsa brasileira amanhece hoje com a expectativa de algumas definições importantes no horizonte. A primeira é o provável encerramento do ciclo de aperto da política monetária, com a decisão do Copom, ontem, de elevar a taxa Selic para 12,50%. Foi a quinta alta, tendo como objetivo o esfriamento da demanda e, portanto, da inflação.

PRÉ-ABERTURA _ A segunda é a reunião de cúpula dos 17 países da Zona do Euro, hoje, em Bruxelas. O principal ponto da pauta é estabelecer como será a estrutura do segundo pacote de financiamento para a Grécia, que vai incluir os termos da participação dos credores privados. Isso será importante para dar uma trégua ao nervosismo do mercado, que teme um calote da dívida grega, arrastando países maiores com endividamento excessivo, como Itália, Espanha e Irlanda.

Por serem países maiores, a questão é crucial para dar mais tranquilidade aos investidores. A terceira se trata do encaminhamento a ser dado para a questão da elevação do teto de endividamento permitido pelo Congresso ao governo dos Estados Unidos. Dado o prazo curto de negociação, pois o limite será vencido em 2 de agosto, o governo do presidente Barack Obama aceitou realizar um acordo ponte, de curto prazo, até a definição de um pacote definitivo para o aumento do limite.

Esses três pontos vão dar um novo desenho ao mercado acionário nos próximos dias. As variáveis em jogo são prover calmaria nas questões mais urgentes da dívida dos países europeus e promover a volta do crescimento econômico nos Estados Unidos. No Brasil, os analistas afirmam que o BC deveria promover novas altas de juros para trazer a inflação ao centro da meta em 2012.

Mas as indicações do Copom são de que o ciclo de alta chegou ao seu final, pois o BC continua contando com os efeitos das medidas macroprudenciais adotadas no início do ano. O fato é que as coisas estão melhores na Europa, nos EUA e também no Brasil, pois a inflação está comportada, embora não no centro da meta, como querem os mercados.

Enquanto isso, as bolsas operam sinalizando um dia de realização de lucros, com as altas dos últimos dias, que anteciparam o encaminhamento positivo para as questões da negociação da dívida grega, do acordo do presidente Obama com o Congresso americano e o aperto da política monetária no Brasil.

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