Bolsa sobe de novo com antecipação do Ibope

Reflexo das eleições de outubro no mercado financeiro bate forte; especuladores agitam a Bolsa de Valores de São Paulo em cima de pesquisa Ibope que deve ser divulgada às 18h; tendência é de estabilidade no desempenho de todos os presidenciáveis, mas mercado "compra" nova queda de Dilma

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bovespa (Foto: Gisele Federicce)

Por Marcos Mortari

SÃO PAULO - Após ter uma manhã volátil e firmar alta no começo da tarde, o Ibovespa amplia ganhos com possíveis rumores de que a nova edição da pesquisa eleitoral Ibope vazou e mostrou mais uma queda da presidente Dilma Rousseff na disputa, conforme apontou o analista-chefe da Geral Investimentos, Pedro Galdi.

Às 15h50 (horário de Brasília), o benchmark da bolsa brasileira acumulava ganhos de 1,38%, a 51.906 pontos, impulsionado pela aceleração dos ganhos da Petrobras (PETR3; PETR4), acompanhado por outras estatais e blue chips, que seguem os fortes ganhos dos setores elétrico e siderúrgico desta sessão.

Para Galdi, o movimento faria todo o sentido, tendo em vista o que ocorreu em 17 de março, quando a mesma pesquisa Ibope deu origem a uma forte onda especulativa do mercado e a bolsa iniciou um rali que durou 4 semanas. Vale lembrar que a gestão de Dilma é repudiada por boa parte dos investidores, que criticam medidas que julgam como excessivamente intervencionistas na economia nacional.

Além disso, o rumor ganha ainda mais evidências com o cenário desfavorável para a tomada de posições do mercado na véspera de um feriado prolongado que manterá a Bovespa fechada até terça-feira (22), marcado pela divulgação de uma pesquisa eleitoral que pode acontecer até o começo da semana que vem. Todo esse cenário nebuloso normalmente reduz o apetite por riscos por parte dos investidores, o que costuma alimentar quedas na bolsa.

No começo da tarde, o Ibovespa acompanhou o movimento das bolsas internacionais, em maior euforia com o avançar das negociações envolvendo Rússia e Ucrânia. Nesta quinta, o ministro das relações exteriores da Rússia, Andrei Deshchitsia, afirmou que os diplomatas concordaram em adotar medidas mais sólidas em prol de reduzir a instabilidade no país que recentemente perdeu a península da Crimeia e vive uma escalada de conflitos sociais. O pacto fechado entre lideranças dos Estados Unidos, Rússia, Ucrânia e União Europeia determina que atos violentos, intimidações e provocações cessem.

O secretário de Estados dos EUA, John Kerry, afirmou que Rússia e Ucrânia "devem largar os uniformes e armas para iniciar uma negociação". Na tentativa retórica de minimizar o tom de ameça, mas mantendo o alerta para o presidente russo, Vladimir Putin, Kerry disse que espera por efeitos pragmáticos e que, caso mudanças visíveis não ocorram ainda nesta semana, novas sanções entrarão em cena.

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