Bolsas americanas têm queda recorde na véspera de natal

Os mercados responderam à turbulência política em Washington, Analistas atribuem os problemas do mercado de ações às crescentes preocupações com as tarifas dos EUA e à consequente guerra comercial, bem como à terceira paralisação do governo federal norte-americano neste ano por causa de uma disputa no Congresso sobre a construção de um muro na fronteira com México

Bolsas americanas têm queda recorde na véspera de natal
Bolsas americanas têm queda recorde na véspera de natal (Foto: Brendan McDermid/Reuters)
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Sputnik Brasil - O índice S&P 500 caiu 2,7% e o Nasdaq Composite Index caiu 2,2%. A pior marca registradas nas bolsas em uma véspera de Natal foi em 1985, quando os dois índices caíram um pouco mais de 0,6%.

A queda desta segunda-feira é a continuação da pior semana de negociações da Dow Jones desde outubro de 2008. Na semana passada, o índice perdeu 1.655 pontos, ou 6,8%.

Os mercados responderam à turbulência política em Washington, Analistas atribuem os problemas do mercado de ações às crescentes preocupações com as tarifas dos EUA e à consequente guerra comercial, bem como à terceira paralisação do governo federal norte-americano neste ano por causa de uma disputa no Congresso sobre a construção de um muro na fronteira com México. Uma paralisação parcial começou à meia-noite de sexta-feira e deve durar até o novo ano.

Mais cedo na segunda-feira, o presidente dos EUA, Donald Trump, culpou o Federal Reserve (o equivalente americano ao Banco Central) como sendo o "único problema" para a economia, após o aumento das taxas de juros pela quarta vez em 2018. 

O movimento irritou o presidente, já que a ação desaquece o investimento e favorece a poupança. Trump reclamou dizendo que o Federal Reserve não tem noção do mercado, não entende as guerras comerciais necessárias, o dólar forte ou mesmo o bloqueio dos democratas à construção do muro na fronteira. Ele chegou a aventar a demissão do presidente do Federal Reserve, Jerome Powell (mais tarde negada pelo secretário do Tesouro, Steven Mnuchin).

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