Bolsonaro diz que a inflação de alimentos, que bate recorde, vai durar 'um longo tempo ainda' (vídeo)

Jair Bolsonaro citou a guerra na Ucrânia para justificar a alta nos preços dos alimentos e a "inflação na questão alimentar terá que ser convivida por um longo tempo ainda"

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(Foto: Geraldo Bubniak / AEN)


247 - Em um discurso voltado para embaixadores, Jair Bolsonaro afirmou que a alta da inflação sobre os alimentos vai durar um "longo tempo ainda". As declarações foram concedidas durante a cerimônia de assinatura do decreto que institui o Certificado de Crédito de Reciclagem, o Recicla+.

"Acompanhamos os problemas a 10.000 quilômetros de distância. A Ucrânia é grande exportador de trigo. E isso tem repique, repique na inflação do mundo todo. Pelo que se tem demonstrado, a inflação na questão alimentar terá que ser convivida por um longo tempo ainda", disse (assista ao vídeo a partir dos 2min40s).

A inflação dos alimentos que compõem a cesta básica, por exemplo, ficou em 21% em março, de acordo com um estudo de professores do curso de economia da PUCPR (Pontifícia Universidade Católica do Paraná). É mais do que o dobro do IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo). Em 12 meses até março, o índice geral acumulou inflação de 11,30%.

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O Brasil fechou 2021 com IPCA de 10,06%, acima do teto da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), de 5,25%, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 

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As estatísticas mostraram que o grupo Transportes teve o maior peso no resultado do ano, com a maior variação (21,03%). Depois vieram Habitação (13,05%) e Alimentação e bebidas (7,94%). Juntos, os três grupos responderam por cerca de 79% do IPCA de 2021.

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Além da alta inflacionária, o Brasil registrou 55,2% da população vivendo com algum tipo de insegurança alimentar (grave, moderada ou leve), de acordo com levantamento da Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional (Rede Penssan).

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