Bovespa cai 1,7% com Petrobras e pesquisas

Operando no negativo durante toda esta quinta-feira 4, o Ibovespa fechou a sessão próximo de sua mínima do dia, em seu pior pregão desde 31 de julho; índice foi puxado pela queda de mais de 4% da estatal e de bancos; mercado digere acirramento da disputa eleitoral após Datafolha e Ibope divulgados ontem; pesquisas mostraram empate no primeiro turno e vitória de Marina Silva no segundo

Operando no negativo durante toda esta quinta-feira 4, o Ibovespa fechou a sessão próximo de sua mínima do dia, em seu pior pregão desde 31 de julho; índice foi puxado pela queda de mais de 4% da estatal e de bancos; mercado digere acirramento da disputa eleitoral após Datafolha e Ibope divulgados ontem; pesquisas mostraram empate no primeiro turno e vitória de Marina Silva no segundo
Operando no negativo durante toda esta quinta-feira 4, o Ibovespa fechou a sessão próximo de sua mínima do dia, em seu pior pregão desde 31 de julho; índice foi puxado pela queda de mais de 4% da estatal e de bancos; mercado digere acirramento da disputa eleitoral após Datafolha e Ibope divulgados ontem; pesquisas mostraram empate no primeiro turno e vitória de Marina Silva no segundo (Foto: Gisele Federicce)

Por Rodrigo Tolotti Umpieres

SÃO PAULO - Operando no negativo durante toda esta quinta-feira (4), o Ibovespa fechou a sessão próximo de sua mínima do dia, em seu pior pregão desde 31 de julho. O índice registrou queda de 1,68%, aos 60.800 pontos, com investidores ainda avaliando as pesquisas eleitorais Datafolha e Ibope de ontem, que mostraram que a corrida presidencial deve ser decidida no segundo turno. No melhor momento da sessão, o benchmark da Bolsa zerou as perdas, operando a 61.836 pontos, mas não conseguiu se sustentar. O giro financeiro na Bovespa atingiu R$ 8,820 bilhões.

Ajudou a puxar o Ibovespa para baixo os papéis da Petrobras (PETR3; PETR4) e dos bancos, que registraram fortes quedas. As ações ordinárias da petrolífera caíram 4,74%, a R$ 21,70, enquanto os preferenciais fecharam com perdas de 4,84%, a R$ 22,79. No setor financeiro, destaque para os papéis do Banco do Brasil (BBAS3, R$ 34,77, -5,77%), Itaú Unibanco (ITUB4, R$ 40,26, -2,04%) e Bradesco (BBDC3, R$ 39,52, -2,37%; BBDC4, R$ 40,20, -3,46%).

Vale mencionar que desde o dia 14 de agosto - após a morte de Eduardo Campos - até ontem as ações desses bancos subiram entre 20% e 30%. Porém, hoje, o mercado repercute as pesquisas Datafolha e Ibope que mostraram que, apesar de Marina Silva (PSB) seguir na dianteira nas pesquisas de intenção de voto e ser a favorita, ela não caminhará tão tranquilamente para vencer as eleições, apontou a LCA Consultores.

Segundo a pesquisa do Datafolha, a presidente Dilma subiu de 34% no dia 29 de agosto para 35% no atual levantamento, a ex-senadora Marina Silva continuou com 34%, e Aécio Neves oscilou de 15% para 14%. No levantamento do Ibope, Dilma subiu de 34% para 37%, enquanto que Marina cresceu 4 pontos para 33%. Nesta pesquisa, Aécio obteve 15% das intenções de voto.

Em um eventual segundo turno, Marina continua sendo a vencedora, com uma vantagem de 7 pontos nas duas pesquisas: no Datafolha, Marina venceria de 48% a 41% - na pesquisa anterior a candidata do PSB tinha vantagem de 10 pontos, de 50% a 40%. No Ibope, Marina tem 46% contra 39% de Dilma - no levantamento anterior a diferença era de 9 pontos.

No noticiário econômico nacional, destaque para a decisão do Copom (Comitê de Política Monetária) de manter a taxa Selic em 11% ao ano. Segundo a LCA, a perspectiva que parece preponderante para a evolução de curto prazo da política monetária doméstica é de manutenção da taxa básica Selic nos atuais 11% ao ano até, pelo menos, o final deste ano. A referida supressão das palavras "neste momento" parece reforçar essa percepção, afirmam os economistas da consultoria.

Lá fora, o destaque ficou para o surpreendente corte de juros pelo BCE (Banco Central Europeu) para combater a deflação. Perante o risco de a economia da zona euro entrar num período de deflação, a autoridade monetária cortou a principal taxa de juro de refinanciamento – dos empréstimos do BCE aos bancos – de 0,15% para 0,05%. A taxa de depósitos, foi de 0,1% negativos para -0,2%.

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