Bovespa perde 1,21% ao esperar nova equipe econômica

Mercado de ações aguarda anúncio oficial da equipe econômica vendendo papéis que se valorizaram; resultado foi queda de 1,21% nesta segunda-feira 24, após abertura em clima de euforia, com alta de 2,77% que não se sustentou; mundo externo ao governo trabalha com a informação de nomeação de Joaquim Levy e Nelson Barbosa apenas após votação de fim do superávit, mas reação negativa no PT ao nome do ex-secretário do Tesouro causou apreensão

Mercado de ações aguarda anúncio oficial da equipe econômica vendendo papéis que se valorizaram; resultado foi queda de 1,21% nesta segunda-feira 24, após abertura em clima de euforia, com alta de 2,77% que não se sustentou; mundo externo ao governo trabalha com a informação de nomeação de Joaquim Levy e Nelson Barbosa apenas após votação de fim do superávit, mas reação negativa no PT ao nome do ex-secretário do Tesouro causou apreensão
Mercado de ações aguarda anúncio oficial da equipe econômica vendendo papéis que se valorizaram; resultado foi queda de 1,21% nesta segunda-feira 24, após abertura em clima de euforia, com alta de 2,77% que não se sustentou; mundo externo ao governo trabalha com a informação de nomeação de Joaquim Levy e Nelson Barbosa apenas após votação de fim do superávit, mas reação negativa no PT ao nome do ex-secretário do Tesouro causou apreensão (Foto: Gisele Federicce)

247 - Os investidores na Bovespa aproveitaram as altas dos últimos dias, com a recuperação de diferentes papéis, para realizar lucros. Somada à expectativa frustrada pelo anúncio formal de uma nova equipe econômica no governo federal, o resultado foi uma perda de 1,21% no fechamento do pregão. No campo político, o recuo foi atribuído aos rumores de que o nome do ex-secretário do Tesouro Joaquim Levy, indicado pela presidente Dilma Rousseff para o Ministério da Fazenda, estava sendo bombardeado por integrantes do comando do PT.

Abaixo, notícia anterior:

247 - A Bolsa de Valores de São Paulo 'andava de lado', na expressão do mercado, às 13h15. Na abertura do pregão, o índice disparou, com alta de 2,77%, mas foi caindo ao longo do dia, chegando a entrar no vermelho. Em seguida, porém, houve recuperação. Os investidores trabalham em expectativa positiva sobre a nova equipe econômica do governo, mas a falta de um anúncio formal produziu tensão no mercado. Os rumores de que o PT ainda combatia o nome de Joaquim Levy para ministro da Fazenda deixaram os investidores bastante tensos, o que se refletiu no índice.

Abaixo, notícia da agência Brasil a respeito:

Por Ricardo Bomfim

SÃO PAULO - O Ibovespa abriu em alta nesta segunda-feira (24) com espera por oficialização da nova equipe econômica da presidente Dilma Rousseff (PT). Apesar de estar quase tudo acertado, a volatilidade das últimas semanas pode permanecer até o anúncio efetivo por conta das pressões que a presidente sofre dentro do PT por conta da nomeação de Joaquim Levy para a Fazenda. Às 10h08 (horário de Brasília), o índice subia 2,27%, a 57.354 pontos. Enquanto isso, o dólar fica praticamente estável, com queda de 0,07%, a R$ 2,5196. As notícias sobre a China também seguem guiando o índice positivamente e levando a alta das ações da Vale.

Já no noticiário nacional, na semana passada, foi noticiado que a nova equipe econômica do atual governo será formada por Joaquim Levy no Ministério da Fazenda, Nelson Barbosa no Ministério do Planejamento e Alexandre Tombini, mantendo-se na presidência do Banco Central. A indicação principalmente de Levy, diretor da Bradesco Asset Management, agradou ao mercado, que vê uma possibilidade de volta à ortodoxia e ao tripé macroeconômico mais fácil com essa nova equipe.

De acordo com informações da Folha de S. Paulo e do Valor Econômico, o novo trio econômico já deve anunciar medidas para a economia. a primeira tarefa dos três integrantes da equipe econômica no segundo governo Dilma (e que só devem ser anunciados na quinta- feira) será de viabilizar a política fiscal para 2015 de modo a afastar o risco de perda do grau de investimento. E Levy, segundo o Valor, pode levar para a secretaria do Tesouro Nacional Tarcísio Godoy, que foi secretário-adjunto do Tesouro em sua gestão e atualmente é diretor da Bradesco Seguros e Previdência.

Já no relatório Focus, a previsão de crescimento do PIB foi revisada de 0,21% para 0,2%, enquanto o IPCA teve sua projeção elevada de 6,4% para 6,45%. A maior queda nas previsões ficou novamente com a Balança Comercial. Há algumas semanas da casa dos bilhões, previsão da diferença na relação entre exportações e importações caiu para R$ 100 milhões esta semana. Apostas para a Selic permanecem em 11,5% para este ano e 12% para 2015.

Destaques

No caso da Petrobras (PETR3; R$ 14,35, +5,28%; PETR4; R$ 15,06, +5,31%), as denúncias continuam, com diversas empreiteiras envolvidas nos escândalos de desvios de dinheiro dos cofres da estatal para o pagamento de propinas a políticos e empresários. Apesar disso, ações preferenciais da companhia abriram em alta de quase 3%.

As ações da BM&F Bovespa (BVMF3); R$ 10,98, +4,08%) repercutem positivamente o anúncio de que a bolsa brasileira estaria comprando uma fatia de até 15% do capital de outras bolsas da América Latina para se consolidar como centro financeiro da região. A aquisição deve fazer com que mais investidores se sintam encorajados a negociar no Brasil.

Vale também destacar os papéis do setor financeiro. O Banco do Brasil (BBAS3; R$ 31,04, +4,06%) e o Bradesco (BBDC3; R$ 39,82, +2,05%; BBDC4; R$ 41,71, +1,73%) devem ampliar sua parceria com a criação de uma nova empresa destinada ao setor de microcrédito. A companhia chamada Movera foi desenvolvida para orientar, prospectar e acompanhar microempreendedores na tomada de linhas específicas de crédito. A empresa nasce com uma carteira de R$ 70 milhões e um projeto piloto de cerca de 60 mil contratos. A Movera quer alcançar 1,5 milhões de financimanetos nos próximos três anos, segundo Osvaldo Cervi, atual presidente da Ibi Promotora, adquirida pelo Bradesco, e que vai comandá-la.

Como anunciado no começo do mês, a carteira MSCI (Morgan Stanley Capital International) excluirá as ações de ALL (ALLL3; R$ 6,74, +1,81%), BR Properties (BRPR3; R$ 11,10, +1,37%) e Copasa (CSMG3) de seu índice global. Elas passarão a figurar junto com a Tupy (TUPY3), no índice de Small Caps. Além delas, os papéis de BrasilAgro (AGRO3), Eucatex (EUCA4), Log-In Logística (LOGN3), Profarma (PFRM3), Rodobens (RDNI3), Rossi Residencial (RSID3) e Saraiva (SLED4) foram excluídas da nova carteira do índice MSCI Small Caps. As mudanças entrarão em vigor a partir desta terça-feira.

Cenário externo

Enquanto a Ásia registra ganhos em meio ao noticiário chinês positivo após o Banco do Povo da China cortar a taxa de juros na última sexta-feira, a Alemanha guia o dia de alta na Europa.

Segundo informações da Reuters, o governo e o banco central da China estão prontos para cortar as taxas de juros novamente e também afrouxar as restrições de crédito, diante da preocupação de que a queda dos preços pode desencadear uma onda de calotes nas dívidas, falências de empresas e perda de empregos.

O surpreendente corte de juros feito na sexta-feira, o primeiro em mais de dois anos, reflete a mudança de rumo feita por Pequim e pelo banco central, que tinham persistido com medidas de estímulo modestas antes de decidirem que um passo mais ousado de política monetária era necessário para estabilizar a segunda maior economia do mundo.

Na Europa, o destaque fica com a Alemanha: o clima de negócios no país mostrou recuperação em novembro, interrompendo uma sequência de seis quedas, sinal de que a maior economia da Europa está ganhando força novamente após evitar por pouco uma recessão no terceiro trimestre.

O Índice de clima de negócios Ifo, baseado em pesquisa mensal com cerca de 7 mil empresas, subiu para 104,7, sobre 103,2 em outubro, informou o instituto com sede em Munique nesta segunda-feira. A previsão de consenso em pesquisa da Reuters era de leitura de 103,0, com as previsões variando 102,0 a 104,3.

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