BP para de produzir petróleo no Brasil

A venda da operação do campo de Polvo para a HRT tira a BP do time das empresas que produzem petróleo no Brasil, apontam dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis; "A venda da participação no campo de Polvo faz parte da nossa estratégia global de otimizar nosso portfólio ao mesmo tempo em que reposicionamos a companhia para o crescimento de longo prazo", disse, por meio de nota, o presidente da BP Brasil, Guillermo Quintero

BP para de produzir petróleo no Brasil
BP para de produzir petróleo no Brasil

Por Sabrina Lorenzi

RIO DE JANEIRO (Reuters) - A venda da operação do campo de Polvo para a HRT tira a BP do time das empresas que produzem petróleo no Brasil, apontam dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

A fatia de 60 por cento no campo de Polvo que será transferida para a companhia brasileira comandada por Márcio Mello é a única participação da BP em uma área que já produz no país, disse a reguladora à Reuters.

Com Polvo, a BP em março foi a quarta maior operadora em produção de petróleo e gás no país, atrás de Petrobras, Shell e OGX Maranhão. O posto passará para HRT depois que o negócio entre as duas empresas for aprovado pela ANP.

Pela fatia no campo, que produz aproximadamente 13 mil barris/dia de petróleo, a HRT pagou 135 milhões de dólares.

Uma das maiores petroleiras do mundo, a BP informou à Reuters que, apesar da venda, não pretende deixar o Brasil. O objetivo é apostar em outras áreas de seu portfólio --atualmente, a BP possui 14 concessões de blocos de petróleo.

"Estamos agora ativamente comprometidos em explorar essas oportunidades... A venda da participação no campo de Polvo faz parte da nossa estratégia global de otimizar nosso portfólio ao mesmo tempo em que reposicionamos a companhia para o crescimento de longo prazo", disse, por meio de nota, o presidente da BP Brasil, Guillermo Quintero.

Em 2011, a companhia adquiriu participação em dez blocos de exploração e produçao --incluindo Polvo, um campo de águas rasas -- da Devon Energy. E, em 2012, adquiriu parte da concessão de quatro blocos em águas profundas da Petrobras.

Em nota à imprensa, a BP destacou que recentemente realizou com êxito de teste de formação no poço descobridor Itaipu-1A, na bacia de Campos, em um dos blocos adquiridos da Devon.

A produção do campo de Polvo está praticamente estagnada há um ano, apontam dados da reguladora. Em março de 2013, a produção foi de 13,671 mil barris de óleo por dia, ante 13,580 mil barris no mesmo mês de 2012. Em fevereiro, somou 13,134 mil barris, abaixo dos 13,248 mil barris extraídos em janeiro.

Para o especialista Adriano Pires, do Centro Brasileiro de Infra-estrutura (CBIE), Polvo é um ativo muito mais apropriado para a HRT, de porte médio, do que para uma empresa grande como a BP, pelo seu tamanho limitado de reserva e produção.

O campo de Polvo está localizado ao sul da bacia de Campos, distante aproximadamente 100 quilômetros da costa do Rio de Janeiro, a cerca de 100 metros de profundidade de água.

(Reportagem adicional de Fabíola Gomes)

Sobre a venda, a assessoria de imprensa da BP Energy do Brasil enviou o comunicado abaixo:

A venda pela BP Energy do Brasil Ltda da participação no Campo de Polvo não significa uma saída. Nos últimos dois anos, a BP construiu um portfólio significativo em Exploração e Produção no Brasil com potencial de crescimento de longo prazo e está agora ativamente comprometida em explorar essas oportunidades. A venda da participação no campo de Polvo faz parte da estratégia global da BP de otimizar seu portfólio, ao mesmo tempo em que reposiciona a companhia para o crescimento de longo prazo. Gerenciar o portfólio é saudável e fortalece sua posição. A BP continuará agindo assim quando fizer sentido para a companhia.

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