Brasil deixa de usar fundo bilionário da China por cegueira política

Uma grave constatação, que vale como contundente denúncia de como a cegueira política do governo de extrema-direita de Jair Bolsonaro causa imensos prejuízos econômicos ao país: a retórica política anti-China, para além de reacionária, choca-se com todo o pragmatismo necessário ao impulsionamento da economia do país, ainda à beira da estagnação; e está levando o Brasil a deixar de usar o fundo bilionário idealizado pelos dois países para impulsionar a cooperação econômica bilateral

Brasil deixa de usar fundo bilionário da China por cegueira política
Brasil deixa de usar fundo bilionário da China por cegueira política

247 - Uma grave constatação, que vale como contundente denúncia de como a cegueira política do governo de extrema-direita de Jair Bolsonaro causa imensos prejuízos econômicos ao país: a retórica política anti-China, para além de reacionária, choca-se com todo o pragmatismo necessário ao impulsionamento da economia do país, ainda à beira da estagnação. E está levando o Brasil a deixar de usar o fundo bilionário idealizado pelos dois países para impulsionar a cooperação econômica bilateral.

Reportagem dos jornalistas Daniel Rittner, Ana Krüger e Carla Araújo aponta que o fundo foi lançado em 2015, no quadro da parceira estratégica abrangente entre o Brasil e o gigante asiático, durante encontro em Brasília do primeiro-ministro Li Keqiang com a então presidenta Dilma Rousseff. Denomina-se "Fundo de Cooperação Brasil-China para Expansão da Capacidade Produtiva"

A reportagem, publicada no jornal Valor Econômico aponta que "após uma extensa seleção de projetos, havia conversas bastante avançadas para o anúncio do financiamento de estreia do fundo - provavelmente em outubro do ano passado".

"O Valor apurou que a linha de transmissão responsável pelo escoamento de energia da usina hidrelétrica de Belo Monte (PA) até o Rio de Janeiro estava praticamente definida como desembolso inaugural".

Porém - aponta o jornal - "na reta final das tratativas, declarações de Bolsonaro sobre os investimentos chineses no país levaram Pequim a colocar um freio na liberação dos recursos".

"Segundo diversas fontes do lado brasileiro, em nenhum momento houve menção específica dos asiáticos sobre a postura de Bolsonaro, mas foi nítida a percepção de que os chineses preferem aguardar para saber como vão ficar as relações bilaterais".

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