Brasil reduz déficit das contas externas em 63%

Resultado de setembro, quando comparado com o mesmo mês do ano passado, foi novamente guiado pela melhora da balança comercial e coberto com folga pelos investimentos estrangeiros produtivos no país de US$ 6,037 bilhões no mês

Resultado de setembro, quando comparado com o mesmo mês do ano passado, foi novamente guiado pela melhora da balança comercial e coberto com folga pelos investimentos estrangeiros produtivos no país de US$ 6,037 bilhões no mês
Resultado de setembro, quando comparado com o mesmo mês do ano passado, foi novamente guiado pela melhora da balança comercial e coberto com folga pelos investimentos estrangeiros produtivos no país de US$ 6,037 bilhões no mês (Foto: Gisele Federicce)
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BRASÍLIA (Reuters) - O Brasil registrou déficit em transações correntes de 3,076 bilhões de dólares em setembro, queda de 63 por cento sobre um ano antes, resultado novamente guiado pela melhora da balança comercial e coberto com folga pelos investimentos estrangeiros produtivos no país de 6,037 bilhões de dólares no mês.

O resultado da conta corrente veio pior que o rombo de 2,3 bilhões de dólares estimado por analistas em pesquisa Reuters. Para os Investimentos Diretos no País (IDP), a expectativa era de ingresso mais modesto, de 4,5 bilhões de dólares no mês.

Em 12 meses até o mês passado, o déficit em transações correntes foi a 4,18 por cento do Produto Interno Bruto (PIB), menor que o patamar revisado de 4,35 por cento registrado em agosto, informou nesta sexta-feira pelo Banco Central.

Neste ano, o rombo nas contas externas vem diminuindo com a ajuda da balança comercial, que tem mostrado resultados melhores mas por conta da economia em recessão, que reduz a importação, e pela alta do dólar sobre o real. Em setembro, o saldo ficou positivo em 2,63 bilhões de dólares, revertendo déficit de 1,098 bilhão de dólares do mesmo mês de 2014.

A fraqueza da atividade e a apreciação da moeda norte-americana também ajudam as contas externas ao afetarem negativamente os gastos de brasileiros com viagem para fora do país. Em setembro, essas despesas líquidas caíram 59 por cento na comparação anual, a 774 milhões de dólares.

O declínio nos gastos com aluguel de equipamentos, incluindo sondas de petróleo, também afetou o desempenho das transações correntes em setembro, passando de 2,221 bilhões de dólares em setembro de 2014 a 1,696 bilhão de dólares no mês passado.

Já as remessas de lucros e dividendos ficaram praticamente estáveis, 2,037 bilhões de dólares.

Como reflexo destas variáveis, o déficit em conta corrente no acumulado de janeiro a setembro somou 49,362 bilhões de dólares, contra 73,634 bilhões de dólares sobre igual período de 2014.

No mês passado, o BC revisou sua projeção para as transações externas, passando a ver rombo no ano de 65 bilhões de dólares, abaixo da projeção anterior de 81 bilhões de dólares. Em 2014, o déficit havia ficado em 103,6 bilhões de dólares.

O BC projetou ainda que, em outubro, o déficit em transações correntes será de 4,9 bilhões de dólares e o IDP somará 5,7 bilhões de dólares.

(Por Marcela Ayres)

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